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Petrobras capta US$ 2 bilhões com venda de títulos no exterior

(via Agência Brasil)

| Edição de 11 de setembro de 2025 | Atualizado em 11 de setembro de 2025

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A Petrobras anunciou a captação de US$ 2 bilhões, aproximadamente R$ 10,8 bilhões, através da venda de títulos no mercado internacional. Essa operação representa um importante reforço de caixa para a empresa.

Conforme comunicado aos investidores, a oferta de títulos, conhecida como Global Notes, foi dividida em duas operações de US$ 1 bilhão cada.

A venda de títulos funciona como uma forma de financiamento. Os investidores compram os papéis e, em troca, a Petrobras se compromete a devolver o valor em um período determinado, pagando juros até lá.

Detalhes das Ofertas

A operação foi realizada pela subsidiária Petrobras Global Finance B.V., com a conclusão anunciada na quarta-feira (10). A primeira oferta tem vencimento em 2030, com juros anuais de 5,125%, pagos em março e setembro. A segunda oferta vence em 2036, com juros de 6,25% ao ano, pagos semestralmente em janeiro e julho.

Alta Demanda

A Petrobras destacou que a demanda dos investidores estrangeiros foi 3,4 vezes superior à oferta, com quase 190 ordens de investidores de diversas regiões, incluindo América do Norte, Europa, Ásia e América Latina.

O spread, que é a diferença entre as taxas de juros, em relação aos títulos do Tesouro dos EUA, foi o menor desde 2011 para o título de 2036 e o menor desde 2001 para o de 2030. Isso indica uma menor percepção de risco por parte dos investidores em relação aos papéis da Petrobras, o que reduz o custo de captação para a empresa.

Os recursos obtidos serão utilizados para "fins corporativos gerais".

Avaliação Positiva

Daniel Cobucci, analista de investimentos do Banco do Brasil, considera a venda de títulos um "movimento positivo" para a Petrobras, que está conseguindo alongar prazos e reduzir custos de captação. Ele destaca que os spreads reduzidos refletem uma avaliação positiva da capacidade da empresa de manter baixos custos de extração e forte geração de caixa operacional, mesmo com a perspectiva de queda nos preços do petróleo.

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Com informações da Agência Brasil