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Plano Nacional de Logística prevê R$ 1,2 trilhão em investimentos

(via Agência Brasil)

| Edição de 12 de agosto de 2026 | Atualizado em 12 de agosto de 2026

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O Plano Nacional de Logística (PNL) 2050 começa a valer a partir desta quarta-feira (12), com a missão de guiar o planejamento da infraestrutura de transportes no Brasil até 2050. Este documento será um norte para os investimentos, tanto públicos quanto privados, em rodovias, ferrovias, hidrovias, portos e aeroportos.

O PNL foi desenvolvido dentro do escopo do Planejamento Integrado de Transportes (PIT), identificando os principais gargalos da logística nacional. Estão previstos investimentos de R$ 1,225 trilhão em infraestrutura logística até 2050, sendo R$ 734,4 bilhões oriundos da iniciativa privada e R$ 490,5 bilhões do setor público.

Os recursos serão destinados à manutenção de corredores estratégicos, ampliação da capacidade de estruturas existentes e implementação de novos empreendimentos.

Objetivos e Eixos Prioritários

O documento estabelece 112 objetivos prioritários para resolver gargalos atuais, atender demandas futuras e promover o desenvolvimento regional. Foram definidos 31 eixos prioritários de transporte: 12 rodoviários, oito ferroviários, quatro aquaviários e sete intermodais.

Entre as ações planejadas estão a expansão de corredores ferroviários e rodoviários, a consolidação de hidrovias e a ampliação da infraestrutura portuária.

Mudanças Culturais e Estratégicas

Durante a cerimônia de lançamento do PNL em Brasília, o ministro dos Transportes, George Santoro, destacou que o plano vai organizar “projetos, sonhos, vidas e iniciativas” que ajudarão a estruturar o futuro do Brasil e da América Latina.

“Por muito tempo, o Brasil escolheu obras e, depois, procurou uma estratégia para justificá-las. No PNL 2050, fizemos o contrário. Primeiro definimos que Brasil queremos construir. Depois, quais problemas precisamos resolver. Só então passamos a discutir quais investimentos fazem sentido”, discursou o ministro.

Ele ressaltou que essa mudança não é simples, pois representa uma transformação cultural. “E cultura é um processo que não será transformado por um único plano. O que esperamos é construir essa mudança ao longo do tempo e consolidar esse novo processo de planejamento”, complementou.

Cabotagem e Transporte Aéreo

Uma das novidades do PNL é a inclusão da cabotagem, que é a navegação entre portos de um mesmo país. “O Brasil precisa voltar a olhar a cabotagem com seriedade. Esta foi uma evolução muito grande”, afirmou o ministro.

“Ainda não colocamos a questão do transporte aéreo de cargas. Temos de evoluir nisso”, complementou.

O ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca, também presente na cerimônia, destacou que o Brasil tem avançado em sua capacidade de infraestrutura, após um grande ciclo de investimentos públicos e, sobretudo, privados.

“A parceria com o setor privado trouxe resultados positivos, tanto no sentido da capacidade que foi instalada no país quanto, especialmente, no sentido da eficiência que alcançamos, elevando os patamares de desempenho, sobretudo nos setores de portos e aeroportos”, disse.

Integração dos Modais

O grande desafio que o PNL traz como resposta é integrar os modais de transporte. “Os modais não são isolados. Precisam dialogar entre si. O porto é o nó desses caminhos. Mas ele não vive sem acessos rodoviários, ferroviários e hidroviários”.

“Entendo que a rodovia não é o melhor caminho para a expansão que precisamos. Portanto, precisamos avançar nas políticas de escoamento por meio do transporte ferroviário”, acrescentou.

“E não dá para começar uma ferrovia sem ser pelo porto”, complementou o ministro George Santoro.

Para o presidente da Infra, Jorge Bastos, o PNL precisa, acima de tudo, “ter credibilidade, de forma a perpassar governos. Foi com essa perspectiva que ele foi elaborado”, disse.

Desafios e Expectativas

Entre os desafios apontados no PNL 2050 estão a forte dependência das rodovias, que respondem por 54% da movimentação de cargas, a baixa utilização de ferrovias e hidrovias, dificuldades de escoamento da produção, problemas de abastecimento em regiões mais isoladas e barreiras à integração entre os modais.

Para enfrentar esses problemas, o PNL prioriza a ampliação da intermodalidade, com maior conexão entre rodovias, ferrovias, hidrovias, portos e aeroportos.

A expectativa é reduzir custos logísticos, aumentar a competitividade das exportações, melhorar o abastecimento interno e ampliar a integração do território nacional.

O documento lançado também dá destaque à redução das desigualdades regionais, com prioridade para projetos no Norte e Nordeste, e incorpora critérios de sustentabilidade, como adaptação às mudanças climáticas, redução de emissões e proteção da biodiversidade.

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Com informações da Agência Brasil