Uma pesquisa do Procon-SP, divulgada nesta segunda-feira (6), revela uma significativa variação nos preços praticados por restaurantes do tipo self-service em diferentes regiões da capital paulista.
O preço médio cobrado por quilo foi de R$ 86,86 em fevereiro de 2026. Os valores variaram entre R$ 79,49 na zona norte e R$ 94,36 na zona oeste, refletindo uma diferença de 18,7%.
Na modalidade de preço fixo, o valor médio foi de R$ 58,91. Na zona norte, a média foi de R$ 36,74, enquanto na zona sul chegou a R$ 71,39, apresentando uma variação de 94,3%.
O prato feito do dia teve um preço médio de R$ 38,65, variando entre R$ 32,47 na zona norte e R$ 44,85 na zona oeste, uma diferença de 38,13%.
O prato executivo de frango apresentou variação entre R$ 35,11 e R$ 51,31, com uma diferença de 46,14% e preço médio de R$ 42,98.
O levantamento, que analisou 350 estabelecimentos em cinco regiões do município, foi realizado com dados coletados em fevereiro.
A pesquisa também aponta que a maioria dos restaurantes oferece mais de um tipo de refeição, ampliando as opções para os consumidores.
O Procon-SP recomenda atenção na comparação de preços e na escolha conforme o custo-benefício.
Comparativos
O Procon-SP explica que, no caso do self-service por quilo, foi possível comparar preços entre estabelecimentos comuns a todos os levantamentos realizados desde 2020.
A amostra incluiu 51 estabelecimentos. Na série histórica, considerando os mesmos restaurantes ao longo do tempo, o preço médio do self-service por quilo chegou a R$ 91,21 em fevereiro de 2026.
Esse valor representa um aumento de 2,37% em relação a outubro de 2025, quando o preço médio era de R$ 89,10.
Em comparação a janeiro de 2020, o preço médio teve um aumento de 65,93%, superando o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) do mesmo período, que foi de 40,23%.
O preço do prato feito também apresentou aumento médio. Considerando os estabelecimentos investigados nos três levantamentos (fevereiro de 2025, outubro de 2025 e fevereiro de 2026), foi possível comparar os preços em 198 estabelecimentos.
Entre outubro de 2025 e fevereiro de 2026, o valor médio do prato feito teve um aumento de 1,54%. No acumulado de 12 meses, o índice foi 5,77% maior, superando o percentual inflacionário do período, que foi de 4,89%.
*Estagiário sob supervisão de Odair Braz Junior
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Com informações da Agência Brasil