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Projeção de superávit comercial é elevada para US$ 90 bilhões

(via Agência Brasil)

| Edição de 03 de julho de 2026 | Atualizado em 03 de julho de 2026

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O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic) revisou para cima a projeção de superávit da balança comercial brasileira para 2026, elevando-a de US$ 72,1 bilhões para US$ 90 bilhões. Este valor, se confirmado, será o segundo maior da série histórica, ficando atrás apenas do resultado de 2023, e representará um aumento de 32,3% em relação ao saldo de US$ 68,1 bilhões registrado em 2025.

A revisão foi anunciada na última sexta-feira (3), após o governo observar um desempenho superior ao esperado nas exportações e importações durante o primeiro semestre. As exportações cresceram 11,5% nos primeiros seis meses do ano, apesar das adversidades como a guerra no Oriente Médio e as tarifas impostas pelo governo de Donald Trump.

Projeção revisada

Além do superávit, o MDIC também ajustou as previsões para o fluxo de comércio em 2026. A expectativa agora é que o Brasil exporte US$ 394,4 bilhões, um aumento de US$ 30,2 bilhões em relação à projeção de abril. Para as importações, a previsão foi ajustada de US$ 292,1 bilhões para US$ 304,4 bilhões.

Herlon Brandão, diretor de Estatísticas e Estudos de Comércio Exterior do ministério, destacou que a revisão reflete a aceleração do comércio exterior brasileiro. "Observamos uma aceleração dos fluxos, tanto de exportação quanto de importação, que ajudaram a elevar esse valor previsto", afirmou.

Junho recorde

Os novos números foram divulgados juntamente com o resultado da balança comercial de junho. No mês, o Brasil registrou um superávit de US$ 9,8 bilhões, impulsionado por exportações recordes de US$ 36,3 bilhões, um aumento de 24,9% em relação a junho de 2025. As importações somaram US$ 26,5 bilhões, um crescimento de 14,4%.

O desempenho foi favorecido principalmente pela indústria extrativa, cujas exportações cresceram 58,4%.

Petróleo impulsiona

O petróleo bruto foi o principal responsável pela expansão das exportações. Segundo o Mdic, o valor exportado aumentou devido à combinação de preços internacionais mais elevados e crescimento do volume embarcado. Comparado a junho do ano passado, o preço do petróleo subiu 67,6%, enquanto o volume exportado avançou 6,8%.

Também contribuíram para o resultado o crescimento das exportações de soja na agropecuária e o aumento das vendas de carnes, combustíveis e farelo de soja pela indústria de transformação.

Saldo do semestre

Entre janeiro e junho, a balança comercial brasileira acumulou um superávit de US$ 42,4 bilhões, acima dos US$ 30,2 bilhões registrados no mesmo período de 2025. No semestre, as exportações somaram US$ 184,8 bilhões, enquanto as importações alcançaram US$ 142,4 bilhões, reforçando a expectativa do governo de um desempenho recorde do comércio exterior em 2026.

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Com informações da Agência Brasil