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Reajuste do diesel mostra limitações do mercado no Brasil, diz FUP

(via Agência Brasil)

| Edição de 13 de março de 2026 | Atualizado em 13 de março de 2026

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A Federação Única dos Petroleiros (FUP) manifestou preocupação com o recente aumento no preço do diesel, anunciado pela Petrobras na última sexta-feira (13). Segundo a entidade, esse reajuste evidencia "graves limitações na estrutura do mercado de abastecimento no Brasil".

Para a FUP, a venda de refinarias e a privatização da BR Distribuidora, ocorrida em 2019, são exemplos claros dessas limitações. A entidade defende que a Petrobras deve expandir o parque nacional de refino e fortalecer sua presença em toda a cadeia do setor, incluindo distribuição e comercialização.

"Uma Petrobras integrada amplia a segurança do abastecimento, reduz a vulnerabilidade do país às oscilações externas e contribui para maior estabilidade na formação dos preços dos combustíveis no mercado doméstico", afirma a nota divulgada pela FUP.

Reajuste

O preço do diesel vendido às distribuidoras será reajustado em R$ 0,38 por litro a partir de sábado (14). A Petrobras informou que o preço médio do diesel para as distribuidoras passará a ser de R$ 3,65 por litro, com a participação da estatal no preço do diesel B sendo, em média, de R$ 3,10.

O diesel A é aquele vendido nas refinarias, antes de ser misturado a biocombustíveis, enquanto o diesel B é o que chega ao consumidor final nos postos, após a mistura obrigatória realizada pelas distribuidoras.

A Petrobras explicou que o reajuste do diesel foi atenuado por medidas do governo federal anunciadas na quinta-feira (12) para conter a escalada dos preços dos combustíveis. No entanto, o aumento do preço do petróleo no mercado internacional, impulsionado pela guerra no Oriente Médio, continua a pressionar os preços.

O conflito envolvendo Estados Unidos e Israel contra o Irã já dura duas semanas. Uma das retaliações do Irã foi o bloqueio do Estreito de Ormuz, uma importante rota marítima que conecta os golfos Pérsico e de Omã, por onde passa 20% da produção mundial de petróleo e gás.

Essa situação na região tem pressionado a oferta de petróleo no mercado internacional, elevando os preços. Atualmente, o contrato futuro do barril de petróleo Brent, que serve como referência, está sendo negociado próximo a US$ 100, o equivalente a cerca de R$ 520.

Duas semanas atrás, o preço estava em torno de US$ 70, o que representa um aumento de cerca de 40% em 15 dias. O Irã chegou a alertar o mundo para se preparar para um cenário em que o petróleo atinja US$ 200 por barril.

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Com informações da Agência Brasil