ECONOMIA

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Redução de impostos e equilíbrio fiscal são prioridades, aponta CNI

(via Agência Brasil)

| Edição de 22 de junho de 2026 | Atualizado em 23 de junho de 2026

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Empresários do setor industrial têm claras prioridades para o próximo ciclo de gestão federal, entre 2027 e 2030, com foco em políticas fiscais e tributárias. A redução de impostos, a consolidação da reforma tributária, a manutenção do equilíbrio fiscal e melhorias na gestão pública estão no topo da lista de desejos desses executivos.

Essas conclusões vêm de uma pesquisa da Confederação Nacional da Indústria (CNI), realizada pela Nexus - Pesquisa e Inteligência de Dados, divulgada recentemente. A pesquisa, que ouviu 1.003 executivos de empresas industriais de pequeno, médio e grande porte em todo o país, entre 7 de maio e 5 de junho, destaca a prevalência de temas monetaristas sobre políticas industriais.

"Quando a política fiscal e a política monetária não se alinham, as medidas para estimular o desenvolvimento produtivo perdem eficácia. A indústria está pronta para contribuir, mas precisamos de um Estado que escolha induzir o investimento produtivo, planeje o desenvolvimento, fortaleça a produção e abra caminho para um Brasil mais próspero, inovador e de renda mais alta", afirmou Ricardo Alban, presidente da CNI, em nota.

Prioridades dos Empresários

A pesquisa revela que 29% dos empresários industriais consideram a redução de impostos e a reforma tributária como prioridades para a próxima gestão. Outros 22% destacam o equilíbrio fiscal e a melhoria da gestão pública, enquanto 21% veem o incentivo à indústria e à produção como pauta urgente.

Em relação às prioridades para suas empresas e para a melhoria do ambiente de negócios, as políticas ligadas ao "custo Brasil" são as mais citadas. A redução de impostos é prioridade para 45% dos entrevistados, seguida pela redução de juros e oferta de crédito, que são importantes para 26%.

Desafios e Investimentos

Os principais desafios enfrentados pelo setor no último ano foram "alta carga tributária", "indisponibilidade de mão de obra" e "taxa de juros elevada", considerados de alto impacto pela maioria dos entrevistados.

Quanto à intenção de investimentos para os próximos quatro anos, 41% dos empresários planejam manter o patamar atual, 28% pretendem aumentar o volume, 9% consideram reduzir investimentos e 20% não têm intenção de investir no período.

Apresentação dos Resultados

Os resultados da pesquisa foram apresentados a pré-candidatos durante o evento "A Indústria na Agenda dos Presidenciáveis". Na ocasião, a CNI defendeu a revisão do Benefício de Prestação Continuada (BPC) e políticas de desvinculação dos mínimos constitucionais nas áreas de saúde e educação, propostas que foram criticadas por entidades de referência nos setores.

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Com informações da Agência Brasil