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Renda média das famílias chega a R$ 2.264 e é recorde em 2025

(via Agência Brasil)

| Edição de 08 de maio de 2026 | Atualizado em 08 de maio de 2026

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O rendimento médio mensal das famílias brasileiras alcançou R$ 2.264 por pessoa em 2025, marcando um crescimento real de 6,9% em relação ao ano anterior, já descontada a inflação. Este valor é o mais alto registrado pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) desde seu início em 2012.

O levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgado nesta sexta-feira (8), indica que 2025 foi o quarto ano consecutivo de aumento nos rendimentos domiciliares.

Para calcular o rendimento médio, o IBGE considera todos os rendimentos recebidos pelos membros das famílias, dividindo pelo número de moradores do domicílio. Incluem-se salários, bônus, aposentadorias, pensões, benefícios sociais, bolsas de estudo, seguro-desemprego, aluguéis e rendimentos de aplicações financeiras.

“O valor foi puxado, em boa parte, pelo rendimento do trabalho”, explica o analista da pesquisa, Gustavo Geaquinto Fontes.

Fontes também destaca que o Brasil experimentou níveis mínimos de desemprego no ano passado, além de reajustes anuais do salário-mínimo.

Diferenças pelo país

O estudo revela variações significativas entre as unidades da Federação. O Distrito Federal, junto com estados do Sul e Sudeste, lidera o ranking de rendimento domiciliar per capita.

Unidade da Federação Rendimento
Distrito Federal R$ 4.401
São Paulo R$ 2.862
Rio Grande do Sul R$ 2.772
Santa Catarina R$ 2.752
Rio de Janeiro R$ 2.732
Paraná R$ 2.687

Por outro lado, os menores rendimentos foram observados no Ceará (R$ 1.379), Acre (R$ 1.372) e Maranhão (R$ 1.231). Regionalmente, o Sul apresentou o maior rendimento (R$ 2.734), seguido pelo Centro-Oeste (R$ 2.712) e Sudeste (R$ 2.669), enquanto o Nordeste (R$ 1.470) e o Norte (R$ 1.558) ficaram com os menores valores.

Trabalho e outras fontes

Conforme a pesquisa, 75,1% do rendimento médio mensal é proveniente do trabalho, enquanto 24,9% vêm de "outras fontes". Dentro destas, aposentadorias e pensões representam 16,4%, seguidas por programas sociais (3,5%), aluguéis e arrendamentos (2,1%), outros (2%) e pensão alimentícia, doação e mesada de não morador (0,9%).

Nordeste

No Nordeste, a situação é um pouco diferente, com 67,4% do rendimento vindo do trabalho e 32,6% de outras fontes. A região tem uma maior dependência de aposentadorias e pensões (20,4%) e de programas sociais (8,8%), a maior proporção do país.

Renda individual

Em 2025, o Brasil contava com 212,7 milhões de pessoas, das quais 143 milhões tinham algum tipo de rendimento, representando 67,2% da população. Este é o maior nível já registrado, superando o recorde de 2024.

O rendimento do trabalho atingiu 47,8% da população, enquanto 27,1% recebiam de outras fontes. Aposentadorias e pensões previdenciárias eram a fonte mais comum, abrangendo 13,8% da população, refletindo o envelhecimento populacional, segundo o analista Gustavo Fontes.

O ano de 2025 também foi marcado pelo recorde no valor dos rendimentos individuais, tanto do trabalho quanto de todas as fontes. O rendimento médio mensal do trabalho foi de R$ 3.560, um aumento de 5,7% acima da inflação em comparação a 2024. Considerando todas as fontes, a média mensal foi de R$ 3.367, uma expansão de 5,4% em relação ao ano anterior.

Concentração e benefícios

A Pnad revelou que os 10% mais ricos da população tinham rendimento 13,8 vezes maior que os 40% mais pobres. Além disso, 22,7% das famílias brasileiras, ou 18 milhões de domicílios, receberam algum benefício social do governo em 2025.

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Com informações da Agência Brasil