O Fundo Único de Previdência Social do Estado do Rio de Janeiro (Rioprevidência) anunciou uma nova diretriz que destina recursos excedentes do fundo para o pagamento de benefícios previdenciários. Além disso, a autarquia decidiu adotar critérios mais conservadores em seus investimentos.
Responsável pela administração e garantia do pagamento de aposentadorias e pensões dos servidores públicos estaduais do Rio de Janeiro, o Rioprevidência foi mencionado no Caso Master, devido a suspeitas de compras irregulares de bilhões em letras de crédito.
De acordo com o Rioprevidência, a nova regra estipula que, ao final de cada mês, os valores do Fundo Administrativo que excederem 150% das despesas da autarquia nos 12 meses anteriores serão destinados ao pagamento de aposentadorias e pensões.
Medida Aprovada e Expectativas
A diretoria executiva do instituto aprovou a medida no último dia 2, e a expectativa é que cerca de R$ 100 milhões sejam redirecionados até o final deste ano. A regra ainda será submetida ao Conselho de Administração do Rioprevidência, que tem uma sessão ordinária agendada para o final de junho.
Felipe Derbli, diretor-presidente, destaca que, além de reforçar o pagamento dos benefícios, a medida atuará como um mecanismo de controle das despesas futuras.
Investimentos Conservadores
A diretoria executiva também decidiu que os investimentos do Fundo Administrativo seguirão critérios mais conservadores, focando em curto prazo e maior liquidez. O objetivo é garantir maior segurança na aplicação dos recursos, evitando investimentos de maior risco.
“Não faz sentido submeter os recursos do custeio administrativo do Rioprevidência a investimentos de longo prazo, que são naturalmente mais arriscados”, afirmou Derbli.
Aplicações no Banco Master
No dia 26 de maio, a Polícia Federal realizou a oitava fase da Operação Compliance Zero, investigando o envolvimento do ex-governador Cláudio Castro na aplicação irregular de cerca de R$ 3 bilhões do fundo de previdência dos servidores fluminenses em Letras de Crédito e fundos do Banco Master.
Segundo relatório parcial da PF, entre outubro de 2023 e julho de 2024, o Rioprevidência realizou aportes de R$ 970 milhões em Letras Financeiras do Banco Master. As informações foram encaminhadas ao ministro do STF André Mendonça, relator do Caso Master.
Posteriormente, de dezembro de 2024 a outubro de 2025, diante de entraves regulatórios, foram realizados novos aportes em fundos estruturados pelo mesmo grupo, somando R$ 2,01 bilhões.
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Com informações da Agência Brasil