ECONOMIA

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Senado ouve trabalhadores sobre aumento da faixa de isenção do IR

(via Agência Brasil)

| Edição de 16 de outubro de 2025 | Atualizado em 17 de outubro de 2025

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Trabalhadores de vários setores se reuniram nesta quinta-feira (16), em uma audiência pública na Comissão de Assuntos Econômicos do Senado, para discutir os impactos do projeto de lei que isenta do Imposto de Renda (IR) aqueles que ganham até R$ 5 mil por mês. Este projeto, já aprovado na Câmara dos Deputados, propõe compensar a perda de receita com a introdução de um imposto mínimo para quem tem rendimentos tributáveis acima de R$ 600 mil por ano.

Na forma atual do projeto, uma alíquota de 10% do IR poderá atingir cerca de 141,4 mil contribuintes de alta renda, que atualmente pagam, em média, 2,5% de IR sobre seus rendimentos totais. Além disso, o texto prevê uma redução gradual para rendimentos entre R$ 5 mil e R$ 7.350 mensais, sem mudanças para quem ganha acima desse valor.

Justiça Social

Tiago Bitencourt Neves, comerciário, argumentou que atualizar a tabela do imposto de renda é uma questão de justiça social. Ele defende que a progressividade tributária é essencial para o país, afirmando que o Brasil precisa de um sistema que tribute o luxo e não os itens básicos, como arroz e feijão. Neves vê o projeto como uma oportunidade de corrigir desigualdades históricas no país.

Correção Histórica

Jadiel de Araujo Santos, trabalhador do setor de serviços, destacou que os parlamentares têm a chance de corrigir uma tabela defasada há anos, que faz com que os brasileiros que mais trabalham paguem mais do que deveriam. Ele acredita que isso devolverá dignidade e poder de compra às famílias, reconhecendo o esforço de quem move o país.

Impactos

Juliano Rodrigues Braga, do setor financeiro, mencionou que a isenção do IR beneficiará cerca de 45 mil bancários, impactando diretamente suas finanças pessoais. Ele argumenta que, embora o valor possa parecer pequeno, representa uma quantia significativa para cobrir despesas ordinárias e aquecer a economia.

Jadiel Santos vê na proposta uma chance de justiça tributária, onde todos contribuem conforme sua capacidade. Ele ressalta que quem ganha menos deve pagar menos, enquanto os mais ricos, que geralmente lucram com o trabalho alheio, deveriam contribuir mais.

Poder de Compra

Silvia Letícia Alves Mattar, gerente de posto de combustíveis, afirmou que a isenção trará um retorno mensal de cerca de R$ 200, aumentando o poder de compra e movimentando o comércio. Zacarias Assunção, do setor de alimentação, criticou a injustiça de quem ganha pouco pagar mais impostos.

Claudionor Vieira do Nascimento, metalúrgico, destacou que 68% dos trabalhadores de sua categoria na região do ABC terão o pagamento de IR reduzido ou eliminado. Ele criticou parlamentares que associam o projeto a um aumento de impostos, enquanto defendem isenções para grandes grupos econômicos.

Willian Ferreira Da Silva, frentista, defendeu a redução da jornada de trabalho como parte da justiça social, argumentando que isso melhoraria a qualidade de vida dos trabalhadores. José Evandro Alves da Silva, do setor químico, chamou a sociedade a se mobilizar novamente para conquistar esses direitos.

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Com informações da Agência Brasil