ECONOMIA

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Setor de serviços cai 0,4% em maio por recuo na área de transportes

(via Agência Brasil)

| Edição de 15 de julho de 2026 | Atualizado em 15 de julho de 2026

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O setor de serviços, que abrange atividades como turismo, restaurantes, salões de beleza, internet e tecnologia da informação (TI), apresentou uma retração de 0,4% em maio, influenciado principalmente pelo desempenho negativo dos transportes.

De acordo com a Secretaria da Política Econômica (SPE) do Ministério da Fazenda, o resultado ficou abaixo das expectativas do mercado, que variavam de -0,3% a 0,6%, com uma mediana de 0,0%.

Na comparação com o mesmo mês do ano passado, o setor cresceu 0,4%. De janeiro a maio, houve um avanço de 1,9% em relação ao mesmo período de 2025.

No acumulado de 12 meses, a alta é de 2,6%, indicando uma desaceleração no ritmo de crescimento, já que em abril o índice estava em 2,9%.

Os dados são parte da Pesquisa Mensal de Serviços, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Com os resultados de maio, o setor se encontra 19,6% acima do nível pré-pandemia de covid-19 (fevereiro de 2020) e 0,5% abaixo do maior nível já registrado, que foi em outubro de 2025. A pesquisa apresenta dados desde janeiro de 2011.

Desempenho Mensal do Setor

Veja o comportamento do setor nos últimos meses, comparado ao mês imediatamente anterior:

  • Maio: -0,4%
  • Abril: 1,1%
  • Março: -0,9%
  • Fevereiro: 0,1%
  • Janeiro: 0%

Impacto dos Transportes

O IBGE identificou que, entre os cinco grupos de atividades pesquisadas, dois apresentaram queda de abril para maio.

  • Serviços prestados às famílias: 0,2%
  • Serviços de informação e comunicação: 0%
  • Serviços profissionais, administrativos e complementares: 2%
  • Transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio: -1%
  • Outros serviços: -1,9%

A retração nos transportes foi o principal fator de queda do setor de serviços em maio, já que este item representa um terço (33,67%) da pesquisa.

Rodrigo Lobo, analista da pesquisa, destacou que houve "menor receita das empresas de transporte aéreo de passageiros, transporte rodoviário de carga e de logística".

Em maio de 2026, o volume de transporte de passageiros caiu 1,3% em comparação com o mês anterior, enquanto o volume de transporte de cargas teve uma variação negativa de 0,2%.

Lobo também ressaltou que os serviços às famílias atingiram o maior nível desde dezembro de 2014, como resposta a variáveis econômicas "como desemprego baixo, massa de rendimentos elevadas e nível de preços controlado".

Índice de Atividades Turísticas

A Pesquisa Mensal de Serviços também apresenta o índice de atividades turísticas (Iatur), que recuou 0,4% em maio, comparado ao mês anterior. No acumulado de 12 meses, há uma expansão de 1,7%.

Esses resultados colocam as atividades de turismo 10,8% acima do patamar pré-pandemia de covid-19 e 2,5% abaixo do maior nível já alcançado, em dezembro de 2024.

O Iatur inclui 22 das 166 atividades de serviços investigadas na pesquisa, relacionadas à atividade turística, como hotéis, agências de viagens, bufês e transporte aéreo de passageiros.

Informações são divulgadas para 17 unidades da federação: Ceará, Pernambuco, Bahia, Minas Gerais, Espírito Santo, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Goiás e Distrito Federal, Amazonas, Pará, Mato Grosso, Alagoas e Rio Grande do Norte.

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Com informações da Agência Brasil