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Tarifaço: BNDES vai “entrar forte” no apoio a empresas, diz Mercadante

(via Agência Brasil)

| Edição de 21 de agosto de 2025 | Atualizado em 21 de agosto de 2025

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O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Aloizio Mercadante, anunciou que o banco está preparado para oferecer crédito de maneira ágil e eficiente às empresas afetadas pelo aumento tarifário imposto pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

“Estamos finalizando o programa de crédito emergencial para socorrer as empresas impactadas”, afirmou Mercadante, destacando o compromisso do banco em apoiar as empresas afetadas.

A iniciativa faz parte do Plano Brasil Soberano, que inclui um conjunto de medidas para apoiar empresas prejudicadas pelas tarifas dos Estados Unidos sobre as exportações brasileiras, que podem chegar a 50%.

Plano de Apoio Financeiro

O plano prevê a disponibilização de R$ 30 bilhões em crédito, que será oferecido pelo Fundo de Garantia à Exportação. Este crédito será disponibilizado pelo BNDES e por outras instituições financeiras habilitadas.

O plano foi anunciado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva no último dia 13. Segundo Mercadante, o governo está ajustando os detalhes finais para o anúncio oficial das linhas de crédito.

Objetivo do Plano

O objetivo do plano, conforme explicado por Mercadante, é manter o nível de emprego e ajudar as empresas a superarem as dificuldades impostas pelas novas tarifas. Ele destacou que o BNDES operará seguindo o modelo de socorro prestado ao Rio Grande do Sul, quando o estado foi severamente afetado por chuvas e enchentes históricas em 2024.

“Assim que o presidente Lula decidir os detalhes, o BNDES está pronto para agir rapidamente e de forma eficiente, como fizemos no Rio Grande do Sul, onde aumentamos seis vezes a velocidade de aprovação do crédito”, ressaltou Mercadante.

Impacto das Tarifas

No último dia 6, entrou em vigor a tarifa de 50% imposta sobre parte das exportações brasileiras para os Estados Unidos. A medida, assinada em 30 de julho por Donald Trump, afeta 35,9% das mercadorias enviadas aos Estados Unidos, representando 4% das exportações brasileiras.

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Com informações da Agência Brasil