ECONOMIA

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Tarifaço: Fiesp manifesta apoio a socorro do governo a exportadores

(via Agência Brasil)

| Edição de 13 de agosto de 2025 | Atualizado em 13 de agosto de 2025

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A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) expressou seu apoio ao Plano Brasil Soberano, anunciado recentemente pelo governo federal. Em comunicado, a Fiesp destacou que a iniciativa demonstra um compromisso com a proteção dos setores produtivos nacionais.

"A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP) manifesta seu apoio ao plano anunciado pelo governo federal para mitigar os efeitos das tarifas impostas pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros. Medidas para preservar empregos, diversificar mercados e assegurar condições justas de comércio internacional são importantes e demonstram compromisso com a defesa dos setores produtivos nacionais", afirma a nota.

A entidade também ressaltou que continuará a contribuir com propostas e ações que ampliem a resiliência do setor produtivo e promovam o crescimento sustentável da economia brasileira.

"[A Fiesp] continuará dialogando com o setor privado norte-americano. Seguirá trabalhando para minimizar os efeitos dessas tarifas em ambos os países e fortalecer a relação comercial histórica que ao longo de décadas têm construído parcerias relevantes para o desenvolvimento econômico e o bem estar de nossas populações".

O governo federal lançou um pacote de medidas para apoiar o setor produtivo afetado pelo tarifaço de 50% imposto pelo governo dos Estados Unidos. O plano de apoio prevê R$ 30 bilhões em crédito e será viabilizado por meio de uma medida provisória.

Os recursos para as medidas de ajuda virão por meio de crédito extraordinário ao Orçamento, usados em situações de emergência fora do limite de gastos do arcabouço fiscal. Esse sistema foi utilizado anteriormente para socorrer as vítimas das enchentes no Rio Grande do Sul.

Interferência política

O tarifaço é parte de uma série de ações dos Estados Unidos para interferir no julgamento de Jair Bolsonaro e aliados pela tentativa de golpe de Estado que tentou reverter o resultado das eleições de 2022 e culminou nos atentados de 8 de janeiro de 2023. A atuação do deputado licenciado Eduardo Bolsonaro, em Washington, em favor das sanções contra o Brasil e autoridades brasileiras, está sob investigação pela Polícia Federal e a Procuradoria Geral da República.

Os norte-americanos abriram uma investigação comercial contra o Brasil e adotaram tarifas de 50% sobre importações de produtos brasileiros, um dos patamares mais altos anunciados até agora na guerra comercial promovida por Donald Trump. Além disso, o mandatário assinou uma Ordem Executiva (OE) em que considera o Brasil uma ameaça incomum e extraordinária à segurança nacional dos EUA, classificação semelhante à adotada contra países considerados hostis a Washington, como Cuba, Venezuela e Irã.

Mesmo com a exceção de quase 700 produtos do tarifaço, setores como o agronegócio e a indústria preveem impactos consideráveis na atividade econômica, já que os Estados Unidos são o segundo maior parceiro comercial do Brasil.

Além das ações contra o Brasil, os EUA aplicaram sanções econômicas contra Alexandre de Moraes, previstas na chamada Lei Magnitsky, como punição pelo julgamento da trama golpista. Os americanos também questionam decisões do STF que exigem que as empresas de tecnologias americanas, donas de plataformas digitais e de redes sociais, cumpram a legislação brasileira.

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Com informações da Agência Brasil