As parcerias do Brasil com novos mercados consumidores têm sido fundamentais para mitigar os efeitos do tarifaço norte-americano. De acordo com o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, esse resultado é fruto de um trabalho preventivo e das políticas públicas do governo federal que visam apoiar empresas e preservar empregos.
Fávaro participou do programa Bom Dia, Ministro nesta quarta-feira (17). Ele destacou que, desde o início da atual gestão, o presidente Lula teve a visão de abrir novos mercados, ampliando o portfólio de exportações do Brasil. Essa estratégia permitiu redirecionar parte da produção que, devido à tarifa de 50% imposta a produtos brasileiros, deixou de ser exportada para os EUA.
Impacto menor
O ministro afirmou que o tarifaço dos EUA teve um impacto menor do que o esperado, graças ao trabalho preventivo e à intensificação da abertura de mercados e do restabelecimento de novas relações multilaterais.
Ele mencionou alguns dos acordos bilaterais recentemente assinados e outros que estão em negociação, como o acordo entre o Mercosul e a União Europeia, que está prestes a criar o maior bloco econômico do mundo.
Fávaro também destacou a intensificação das relações com os países do Brics, além do fortalecimento dos laços com o Oriente Médio e o Sudeste Asiático.
Diálogo sempre aberto
O ministro ressaltou que a estratégia do governo de manter o diálogo aberto é válida tanto no âmbito externo quanto interno, ouvindo empresários e a sociedade civil para buscar medidas e políticas públicas mais eficazes.
Ele explicou que as empresas altamente dependentes do mercado norte-americano já recebem tratamento diferenciado e especial do governo.
"Estamos atentos para garantir a sobrevivência das empresas e dos empregos também", afirmou Fávaro.
Ele resumiu que, apesar dos impactos do tarifaço, o governo criou grandes alternativas, como uma linha de financiamento de R$ 30 bilhões para as empresas mais afetadas, com juros acessíveis. Além disso, houve o Reintegra especial, que prevê o ressarcimento de valores tributários pagos na exportação, e as compras públicas foram ativadas, com a União adquirindo produtos que deixaram de ser exportados.
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Com informações da Agência Brasil