ECONOMIA

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Vendas do Tesouro Direto somam R$ 6,2 bilhões em novembro

(via Agência Brasil)

| Edição de 26 de dezembro de 2025 | Atualizado em 26 de dezembro de 2025

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Em novembro deste ano, as vendas de títulos do Tesouro Direto alcançaram R$ 6,193 bilhões, enquanto os resgates somaram R$ 3,367 bilhões. Deste total, R$ 3,058 bilhões referem-se a recompras, ou seja, resgates antecipados, e R$ 308,8 milhões aos vencimentos do mês, quando o prazo do título expira e o governo deve reembolsar o investidor com juros.

Com isso, as emissões líquidas de títulos totalizaram R$ 2,826 bilhões no mês passado, conforme dados divulgados pelo Tesouro Nacional nesta sexta-feira (26).

Os títulos mais procurados pelos investidores foram os atrelados à Selic – a taxa básica de juros da economia – que representaram 57,4% das vendas. Já os papéis corrigidos pela inflação, medidos pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), tiveram uma participação de 31,9%, enquanto os prefixados, com juros definidos no momento da emissão, corresponderam a 10,7%.

Preferência por Juros Altos

O aumento da Selic, que chegou a 15% ao ano, torna os papéis vinculados aos juros básicos mais atrativos, justificando o interesse dos investidores. A taxa, que estava em 10,5% ao ano até setembro do ano passado, foi elevada pelo Banco Central como medida para conter a inflação.

O estoque total do Tesouro Direto atingiu R$ 205,4 bilhões no final de novembro, representando um aumento de 2,2% em comparação com o mês anterior (R$ 201 bilhões) e de 36,2% em relação a novembro do ano passado (R$ 150,8 bilhões).

Crescimento no Número de Investidores

Em novembro, 204.152 novos investidores se cadastraram no programa. Com isso, o número total de investidores chegou a 33.970.911, um crescimento de 11,2% nos últimos 12 meses. O número de investidores ativos, aqueles com operações em aberto, alcançou 3.309.305, um aumento de 19,2% no mesmo período. No mês, houve um acréscimo de 51.511 investidores ativos.

A procura por parte de pequenos investidores é notável, com 81,6% das operações de venda em novembro sendo de até R$ 5 mil. Aplicações de até R$ 1 mil representaram 59,3% do total. O valor médio por operação foi de R$ 7.715,21.

Os investidores têm demonstrado preferência por papéis de curto e médio prazo. As vendas de títulos com prazo de até cinco anos representaram 42%, enquanto aqueles com prazo de cinco a dez anos corresponderam a 42,3% do total. Papéis com prazo superior a dez anos somaram 15,7% das vendas.

O balanço completo do Tesouro Direto está disponível na página do Tesouro Nacional na internet.

Origem e Finalidade dos Recursos

O Tesouro Direto, criado em janeiro de 2002, visa popularizar a aquisição de títulos públicos por pessoas físicas diretamente do Tesouro Nacional, via internet, sem a intermediação de agentes financeiros. Os investidores pagam apenas uma taxa semestral para a B3, a bolsa de valores brasileira, que mantém a custódia dos títulos.

A venda de títulos é uma estratégia do governo para captar recursos destinados ao pagamento de dívidas e cumprimento de compromissos. Em troca, o Tesouro Nacional se compromete a devolver o valor com um adicional que pode variar conforme a Selic, índices de inflação, câmbio ou uma taxa prefixada.



Com informações da Agência Brasil