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Vigilância Sanitária orienta sobre compra de pescado na Semana Santa

(via Agência Brasil)

| Edição de 31 de março de 2026 | Atualizado em 31 de março de 2026

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A Vigilância Sanitária do Rio de Janeiro, ligada à Secretaria Estadual de Saúde, emitiu orientações aos consumidores sobre a qualidade do pescado durante a Semana Santa. Este período é marcado por um aumento no consumo de peixes e frutos do mar, e algumas dicas simples podem ajudar a reduzir os riscos de intoxicação alimentar.

"Com atenção na compra, no armazenamento e no preparo dos alimentos, é possível evitar riscos e garantir um momento de celebração saudável", destacou Helen Keller, superintendente de Vigilância Sanitária da SES-RJ.

A nutricionista Jussara Salgado explica que existem sinais claros de que o pescado está fresco. Peixes e frutos do mar, por serem altamente perecíveis, podem se deteriorar rapidamente se não forem mantidos nas condições adequadas de conservação.

“O peixe deve ter carne firme, escamas brilhantes e bem aderidas à pele, olhos salientes e brilhantes, além de guelras vermelhas e cheiro suave, característico.”

O consumidor deve evitar produtos com odor forte, semelhante ao de amônia, ou que não estejam devidamente refrigerados.

“O pescado precisa estar sobre uma camada de gelo, sem contato direto, e protegido por plástico adequado. Já os congelados devem estar bem armazenados, sem sinais de descongelamento, como embalagem úmida ou amolecida”, explicou a nutricionista.

Características do peixe próprio para o consumo:

  • Carne firme;
  • Escamas aderentes à pele;
  • Olhos brilhantes;
  • Guelras avermelhadas;
  • Cheiro suave.

Armazenamento

A recomendação é que o pescado seja armazenado o mais rápido possível após a compra. Em casa, deve ser limpo (com retirada de vísceras, escamas e resíduos), e guardado em recipiente fechado na geladeira.

O consumo do peixe cru deve ocorrer em até 24 horas. Já o alimento cozido pode ser mantido por até três dias, desde que refrigerado adequadamente.

“Durante o preparo, a higiene é essencial. Lavar bem as mãos antes e depois de manipular alimentos, higienizar utensílios e evitar o contato entre alimentos crus e cozidos são medidas simples, mas eficazes”, acrescentou Jussara Salgado.

Risco de intoxicação

A ingestão de pescado contaminado pode causar intoxicação alimentar com sintomas como náuseas, vômitos, diarreia e, em casos mais graves, levar à hospitalização.

“O pescado é um alimento rico em proteínas e muito sensível. Quando não é manipulado corretamente, pode favorecer a proliferação de bactérias e a produção de toxinas prejudiciais à saúde”, alertou a superintendente Helen Keller.

Para evitar problemas, a orientação é planejar as compras, adquirir os produtos e preparar os alimentos o mais próximo possível do momento de servir. No caso de pratos frios, como saladas, a recomendação é mantê-los sob refrigeração até o consumo. No caso do bacalhau, o dessalgue deve ser feito sob refrigeração, nunca em temperatura ambiente, reduzindo o risco de contaminação.

A superintendente reforça que o consumidor é peça-chave na prevenção de riscos. Ao identificar irregularidades, como produtos mal conservados ou condições inadequadas de higiene, é importante acionar a vigilância sanitária do município.

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Com informações da Agência Brasil