A primeira Copa do Mundo a ser realizada em três países trouxe uma novidade: três cerimônias de abertura. Uma no Estádio Azteca, no México, outra em Toronto, no Canadá, e uma terceira em Los Angeles, nos Estados Unidos. As duas últimas ocorrem nesta sexta-feira (12).
A cerimônia na Cidade do México aconteceu nesta quinta-feira (11), começando exatamente às 11h30, sob uma temperatura de 24 graus. Mais de 85 mil pessoas assistiram à cerimônia no gigantesco Estádio Azteca – agora chamado Estádio Banorte – que já havia sediado as aberturas das Copas de 1970 e 1986.
Bailarinos vestidos como indígenas, representando as antigas civilizações asteca, maia, olmeca e tolteca, dançaram ao redor de uma réplica gigante da taça da Copa do Mundo da Fifa, sobre um tapete azul-claro que cobria o gramado. Era como se os povos de outras gerações mexicanas reverenciassem o valioso troféu.
Quando a cantora mexicana Lila Downs subiu pela escadaria que levava à réplica da taça, no centro do gramado, declarou em inglês: "football unites all", traduzindo em seguida para o espanhol, "fútbol nos une a todos".
A abertura no México ocorre em um contexto de Copa marcada por eventos como a deportação de um árbitro somali, um longo interrogatório na imigração de um jogador iraquiano, restrições à hospedagem da delegação do Irã e a negativa de vistos para turistas que queriam assistir à Copa nos Estados Unidos.
Música latina
O estádio se transformou em palco para várias apresentações musicais sucessivas, sempre exaltando a música latina.
A apresentação começou com a banda mexicana Maná. Depois, passaram pelo gramado o venezuelano Danny Ocean, a espanhola Belinda, que interpretou uma canção com os veteranos da banda Los Ángeles Azules, um dos pilares da música latino-americana.
A entrada do cantor colombiano J. Balvin, um dos artistas latinos mais vendidos no mundo, aconteceu de forma diferente, em um carro cenográfico.
Até que a popstar colombiana Shakira apareceu no tapete azul do estádio Azteca, acompanhada de várias bailarinas e da participação do nigeriano Burna Boy. Juntos, cantaram a música tema da Copa, Dai Dai, uma tentativa de repetir o estrondoso sucesso de Waka Waka, tema da Copa da África do Sul de 2010.
Logo, uma fumaça verde e vermelha tomou conta do estádio. O tapete azul foi retirado e um globo terrestre apareceu no círculo central do gramado. Entraram, então, vários porta-bandeiras, representando as 45 seleções que disputam a Copa, finalizando com a entrada dos estandartes dos três países sede.
O ponto alto foi a apresentação do italiano Andrea Bocelli, fazendo dueto com a cantora coreana EJAE.
Como a presidente do México, Claudia Sheinbaum, já havia anunciado desde maio que não compareceria à cerimônia de abertura, como uma demonstração de solidariedade aos mexicanos que não podem pagar por ingressos para o evento, coube ao presidente da Fifa, Gianni Infantino, declarar aberta a Copa ao lado da atriz mexicana Salma Hayek, indicada ao Oscar pelo filme Frida.
México e África do Sul
Quando as seleções do México e da África do Sul entraram em campo, os hinos nacionais foram executados por cantores dessas duas nacionalidades.
A popstar sul-africana Tyla, vencedora do Grammy em 2024 e 2026, entoou o hino dos africanos. Enquanto o mexicano Alejandro Fernández, “El Potrillo”, cantor popular de boleros e música ranchera, executou os versos do hino, uma marcha militar que diz que cada filho do solo mexicano é “un soldado” pronto para defender a Pátria numa guerra. A ovação do público foi instantânea e automática, num momento de grande emoção.
Logo em seguida, começou o jogo inaugural, apitado pelo brasileiro Wilton Pereira Sampaio.
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Com informações da Agência Brasil