Após três anos, Atlético Paranaense e Coritiba voltam a decidir um Campeonato Estadual a partir deste domingo, às 16 horas (horário de Brasília), na Arena da Baixada. Será a 16ª vez que os rivais se encontram diretamente na decisão. Quem leva a melhor nas estatísticas é o Coxa, com oito conquistas, a última exatamente em 2013. O Furacão, por sua vez, levou sete vezes, mas não bate o rival em uma decisão desde 2005.
Em meio a tantos números, um que incomoda a torcida rubro-negra é 2009. Esse foi o ano da última conquista do time, que vive esse jejum intensamente e recentemente perdeu a chance de superá-lo com a derrota na final da Primeira Liga. Agora, para voltar a levantar uma taça, o objetivo é aproveitar a primeira partida em casa para construir uma boa vantagem para a volta, no Estádio Couto Pereira.
O técnico Paulo Autuori não confirmou o time oficialmente, mas sabe que não poderá contar com três jogadores. O volante Otávio, expulso diante do Paraná Clube, o atacante André Lima, suspenso pelo terceiro cartão amarelo e o meia Vinícius, que sofreu uma entrose no joelho direito. A tendência é a entrada de Pablo pelo meio e Deivid na proteção da zaga.
O volante destacou a importância do clássico, especialmente em uma decisão, e está confiante com o apoio do torcedor para garantir alguma vantagem.
“Durante a semana, a adrenalina é mais alta. Mas temos que saber encarar isso, para não cometermos erros durante a partida. Temos que jogar focados. Os torcedores sabem do potencial que têm na arquibancada. E a nossa equipe confia nessa força, com a torcida nos incentivando até o fim. Em campo, faremos de tudo para retribuir esse apoio”, avaliou.
Pelo Coritiba, que ostenta a melhor campanha da competição, a semana foi de adaptação ao gramado sintético que encontrará na Baixada. Além disso, o técnico Gilson Kleina aproveitou apara dar continuidade à equipe que passou pelo PSTC Procopense nas semifinais, sem contar com Dudu e Juan, que seguem vetados, mantendo Vinícius e Thiago Lopes. A única baixa e o lateral-direito Ceará, que não treinou e deve abrir espaço para a entrada de Reginaldo.
O comandante coxa-branca acredita que não existe um favorito, mesmo jogando na casa adversária, e quem souber administrar os nervos terá vantagem.
“Cada jogo é um momento e, em se tratando de clássico, a gente tem que ter muito respeito porque entra muita tradição, muita história. A gente pode salientar aqui clássicos que eu participei que a gente não estava em um grande momento e foi vencedor. Entra muito controle emocional”, concluiu.
Rafael Traci vai apitar o jogo, sendo auxiliado por Ivan Carlos Bohn e Jefferson Cleiton Piva da Silva.