No jogo em que existe a maior diferença técnica nas oitavas de final da Copa do Mundo, a Bélgica tenta se impor contra o Japão nesta segunda-feira, às 15 horas (de Brasília), na Arena Rostov, em Rostov.
Os belgas terminaram o Grupo G na primeira colocação, com nove pontos, cem por cento de aproveitamento e direito a vitória de 1 a 0 sobre a Inglaterra. Além disso, com nove gols (média de três por partida, são os donos do ataque mais positivo da competição até aqui.
Por outro lado os japoneses avançaram com derrota de 1 a 0 para a Polônia no Grupo H. Os asiáticos fizeram apenas quatro pontos e têm saldo de gols zerado. Apesar de admitir o favoritismo, o técnico Roberto Martínez adora um discurso cauteloso.
“O favoritismo existe pelas campanhas até aqui, porém, em um jogo eliminatório, noventa minutos, tudo pode acontecer. Uma noite ruim coloca no lixo o trabalho de quatro anos. Portanto, temos que entrar em campo entendendo que se trata de uma decisão e que o jogo só pode vir a ser fácil se demonstrarmos alguma facilidade”, disse Martínez.
Os belgas prometem uma postura ofensiva, pois acreditam que o Japão vai vir muito fechado. “Vamos precisar de muita velocidade e de muita movimentação para não pagarmos um preço alto contra o Japão, já que eles vão jogar por uma bola e podem nos surpreender”, disse o meia De Bruyne.
Porém, surpresa mesmo os belgas devem ter com o estilo de jogo do Japão. Isso porque o técnico Akira Nishino promete um time ofensivo.
“Não jogamos recuados e isso não foi visto na maior parte desta Copa. Nos fechamos apenas no fim do jogo contra a Polônia porque o resultado, mesmo sendo de derrota, nos interessava”, disse Nishino.