A 91ª Corrida Internacional de São Silvestre, principal prova pedestre da América Latina, será realizada na manhã de hoje, com 30 mil corredores de 37 países. Entre os atletas de elite, a missão dos brasileiros é tentar desbancar o domínio estrangeiro dos últimos anos. Com largada na altura da rua Frei Caneca e chegada em frente ao prédio da Fundação Cásper Líbero, na Avenida Paulista, a São Silvestre será realizada, com o pelotão geral partindo às 9 horas, 20 minutos depois da elite feminina.
No masculino, o Brasil não conta com um atleta no lugar mais alto do pódio desde 2010, quando Marílson Gomes dos Santos conquistou seu terceiro título da São Silvestre. Neste ano, as principais esperanças nacionais são Giovani dos Santos, melhor atleta da casa nas últimas três edições da prova, e Solonei Rocha da Silva, campeão da Maratona dos Jogos Pan-Americanos de Guadalajara 2011 e da Maratona de São Paulo de 2010 e 2012.
“Não tem alienígena correndo com a gente, é parelho. Na hora que coloca o tênis na rua é cada um defendendo o seu pão e sempre foi assim para mim. Por isso tenho tantos títulos e sou campeão de provas famosas”, avaliou Solonei.
Os últimos africanos campeões em São Paulo correrão mais uma vez. Estão confirmados Dawit Admasu, vencedor de 2014, o queniano Edwin Kipsang, campeão em 2012 e 2013, além do também queniano Stanley Biwott, vencedor da tradicional Maratona de Nova York em novembro.
“Eu quero levar isso em meu favor porque já venci esta prova duas vezes. Conheço bem o percurso, sei quais os pontos mais complicados, a estratégia correta, e tenho muito bem em mente quais serão meus principais adversários nesta competição”, disse Kipsang.
No feminino, o jejum nacional é ainda maior. A última vencedora da casa foi Lucélia Peres, em 2006. Mas até mesmo as atletas brasileiras acham difícil quebrar o domínio estrangeiro.
“Nossa, ficar em terceiro lugar seria um resultado fantástico”, disse Joziane Cardoso, melhor brasileira na São Silvestre de 2014 com o oitavo lugar. Sueli Pereira, nona no último ano, também está confirmada.
COQUINHO - O brasileiro Moacir Marconi, o Coquinho, é responsável por treinar e empresariar alguns dos favoritos na São Silvestre. Na véspera da 91ª edição, ele apostava no queniano Edwin Kipsang e no etíope Dawit Admasu.
Ex-corredor, Coquinho recebe atletas africanos na cidade paranaense de Nova Santa Bárbara. Para o técnico e empresário, o principal candidato ao título entre seus pupilos é Edwin Kipsang, vencedor da São Silvestre nas temporadas de 2013 (43min47) e 2012 (44min05).
“Ele trabalha muito sério pensando nessa prova que a gente tanto deseja. Decidiu treinar especificamente para a São Silvestre e fez isso com muita seriedade. Então, acredito em um grande resultado do Edwin, apesar dos concorrentes de alto nível que estão inscritos”.
No grupo mantido pelo técnico, outra aposta é o etíope Dawit Admasu. Atual campeão, ele ganhou a edição de 2014 da Corrida Internacional de São Silvestre com o tempo de 45min04s e, de acordo com o treinador, pode repetir o feito.
“É outra esperança que nós temos para brigar pela vitória. A exemplo do Edwin, o Dawit também chega trabalhado para a São Silvestre. No mês de outubro, ele já sabia que participaria dessa prova e começou a fazer uma preparação”.
O principal adversário de Edwin Kipsang e Dawit Admasu na briga pelo título da 91ª edição é o queniano Stanley Biwott, ganhador da Maratona de Nova York 2015. Entre os brasileiros, Giovani dos Santos é o mais cotado. Coquinho, otimista, espera ver seus dois pupilos no pódio.
“Tomara, seria uma coisa muito legal. O Dawit já ganhou uma vez e o Edwin é bicampeão. Meu trabalho já foi feito de forma antecipada. Não é que de repente tivemos a ideia de disputar a São Silvestre. A gente se preparou para a prova. Mas há outros atletas de peso e é difícil falar quem é o favorito”, declarou Coquinho.