Depois que Pietro Fittipaldi confirmou que tem tudo para testar com a equipe Haas da Fórmula 1 neste ano, algo confirmado pelo time que é quinto colocado no Mundial de Construtores do atual campeonato, outro piloto brasileiro também negocia com pelo menos duas equipes na categoria. É Sérgio Sette Camara, único representante do país na categoria logo abaixo da F-1, a F-2.
Em seu segundo ano na F-2, o piloto despertaria o interesse de algumas equipes da F-1, como a própria Haas e a McLaren. No caso do time inglês, dois fatores o aproximam da equipe: o fato do empresário de Fernando Alonso, Luis Garcia Abad, estar ajudando na condução de seu futuro e a parceria do time com a Petrobras. Neste ano, a empresa brasileira é patrocinadora do time e, ano que vem, começará a fornecer combustível e lubrificantes à McLaren.
As conversas seriam tanto para o papel de piloto de testes, quanto de titular. Porém, para isso, é importante para Sette Camara chegar entre os três primeiros do campeonato e obter a super licença, uma espécie de CNH (carteira nacional de habilitação) que o habilita a correr na F-1.
Com quatro rodadas duplas até o final da temporada, ele é o sétimo no campeonato, com 106 pontos. Atualmente, o terceiro colocado é Alexander Albon, com 141.
Na última rodada dupla, disputada na Hungria, Camara marcou sua primeira pole na categoria, em que está desde 2017, e foi ao pódio em uma das provas, somando 20 pontos no fim de semana. Depois de ter perdido a rodada dupla de Mônaco por uma lesão na mão e de ter tido um fim de semana muito ruim na Inglaterra, quando teve uma quebra de motor e também zerou, o piloto agora tenta uma abordagem mais agressiva na parte final do ano.