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CBV recorre ao STF contra lei que barra atletas trans em jogo de vôlei

(via Agência Brasil)

| Edição de 27 de fevereiro de 2026 | Atualizado em 27 de fevereiro de 2026

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A Confederação Brasileira de Voleibol (CBV) decidiu levar ao Supremo Tribunal Federal (STF) uma questão que tem gerado polêmica em Londrina, no Paraná. Trata-se de uma lei municipal que impede a participação de atletas transgêneros em eventos esportivos na cidade. O pedido de suspensão da lei foi registrado na última quarta-feira (25).

A CBV argumenta que essa legislação, que entrou em vigor em 2024, interfere diretamente nas semifinais da Copa Brasil, que estão programadas para ocorrer neste final de semana na cidade paranaense.

A confederação destacou que a proibição afeta diretamente a atleta Tiffany Abreu, a primeira mulher transgênero a competir em torneios de vôlei no Brasil. Tiffany, que joga pelo Osasco São Cristóvão Saúde, tem um jogo marcado para esta sexta-feira (27) contra o Sesc RJ Flamengo, no ginásio do Moringão, em Londrina.

Impacto na Carreira de Tiffany Abreu

Ao solicitar a suspensão da lei, a CBV enfatizou que Tiffany já participa regularmente da competição e que a nova norma a prejudicaria. "No âmbito desportivo, cumpre informar que a atleta Tiffany está devidamente registrada e apta a atuar pelo Osasco na competição, tendo participado das últimas partidas sem qualquer intercorrência, observando-se os termos dos regulamentos e normas de registro editados pela CBV, que autorizam a participação de atletas trans nas competições nacionais, cumpridos os requisitos da política de elegibilidade da CBV", argumentou a entidade.

Posicionamento do Clube

Em nota, o Osasco São Cristóvão Saúde ressaltou que Tiffany atua profissionalmente há mais de oito anos, mantendo uma conduta exemplar e cumprindo rigorosamente os critérios médicos estabelecidos pela CBV. "Nosso clube se pauta pelos valores do esporte, que agregam a inclusão, a diversidade e o respeito a todos os indivíduos. Apoiamos integralmente a nossa atleta e defendemos seu direito constitucional ao trabalho e ao exercício de sua profissão, livre de qualquer forma de discriminação", declarou a equipe.

A ação está sob a relatoria da ministra Cármen Lúcia.



Com informações da Agência Brasil