A Chapecoense, a Polícia Militar, a Polícia Rodoviária Federal, a Prefeitura de Chapecó e o Governo de Santa Catarina fizeram, ontem, uma simulação de como será feito o velório das vítimas do trágico acidente aéreo na terça-feira, na Colômbia.
A expectativa da organização é que 100 mil pessoas compareçam na Arena Condá para prestar a última homenagem aos atletas, dirigentes, membros da comissão técnica e jornalistas vítimas na tragédia. O evento deve acontecer amanhã, mas depende da liberação dos corpos. A intenção do time é que todos sejam primeiramente velados no gramado e, em seguida, sejam liberados para o enterro em suas respectivas cidades de origem.
"Não podemos confirmar quando o velório será feito porque dependemos da liberação dos corpos. Mas isso está sendo feito de maneira muito rápida e diria que a tendência é que o velório aconteça na sexta-feira. A nossa intenção é que todos os envolvidos, inclusive os jornalistas, sejam homenageados aqui no gramado, mas vamos respeitar a preferência dos familiares", explicou o vice-presidente do Conselho Deliberativo, Gelson Dalla Costa.
De acordo com o teste feito ontem, até quatro caminhões farão o trajeto de 45 minutos dos caixões (que estarão lacrados) entre o aeroporto e o estádio. Tudo será acompanhado por autoridades.
No gramado, os caixões ficarão em tendas e ficarão alinhados de uma forma que os torcedores consigam transitar entre eles para dar o último adeus. A princípio, não será permitido que os torcedores parem em frente aos caixões para evitar tumulto.
COM OS JUNIORES - Ivan Tozzo, presidente em exercício da Chapecoense, revelou ontem que já conversou com o presidente da CBF, Marco Polo Del Nero, sobre o futuro de sua equipe no âmbito desportivo.
O dirigente explicou que a proposta de Del Nero é a de dividir o título da Sul-Americana. Ainda assim, a ideia não foi aceita pela Conmebol.
"A opinião do Del Nero é de dividir o título e eu acho isso bom, é merecido. O nosso time acabou. O que a gente vai fazer agora? Seria melhor (se fosse só nosso), mas a ideia de dividir é boa", afirmou Tozzo, para depois explicar a proposta da CBF para a última rodada do Brasileirão, a princípio marcada para o dia 11, contra o Atlético-MG. "Mas você imagina só a minha situação. Eu cheguei na sala de reunião hoje e me deparei com cadeiras, porque meus parceiros se foram. É difícil planejar. Eu expliquei para ele que não tinha 11 jogadores e ele me falou para jogar com as categorias de base. Vamos tentar recuperar os jogadores do departamento médico e aí colocamos os jogadores dos juniores”.