A jornada do Brasil na fase inicial da Copa do Mundo chega ao seu desfecho nesta quarta-feira (24). Às 19h (horário de Brasília), a seleção brasileira enfrenta a Escócia em Miami, nos Estados Unidos, pelo Grupo C.
Os brasileiros lideram o grupo com os mesmos quatro pontos de Marrocos, mas estão à frente pelo saldo de gols (três a um). A Escócia, com três pontos, ocupa a terceira posição, seguida pelo Haiti, que ainda não pontuou.
O Brasil tem apenas um desfalque. Raphinha está fora devido a uma lesão no músculo posterior da coxa direita. Em contrapartida, Neymar, também atacante, está recuperado de uma contusão grau dois na panturrilha direita e poderá, finalmente, estrear na Copa do Mundo.
Sem jogar há mais de um mês, o camisa 10 treinou sem restrições com o restante do grupo ao longo da semana.
Grupo indefinido
No mesmo horário do jogo em Miami, marroquinos e haitianos se enfrentam em Atlanta, nos Estados Unidos. Enquanto os caribenhos já estão eliminados, os Leões do Atlas (apelido do time africano) ainda disputam a liderança do grupo.
O primeiro critério de desempate seria o confronto direto, mas como Brasil e Marrocos empataram em 1 a 1 em Nova Jersey, no último dia 13 de junho, a disputa será no saldo de gols.
Manter a primeira colocação do grupo é considerado essencial pela comissão técnica. Assim, o Brasil poderá continuar baseado em Nova Jersey, onde o grupo já está adaptado, pois os jogos até uma eventual final seriam todos nos Estados Unidos.
Se terminar em segundo, a seleção brasileira terá de disputar os 16 avos de final em Monterrey, no México, retornando ao território norte-americano apenas a partir das oitavas de final. Em ambos os casos, o adversário do mata-mata virá do Grupo F, que inclui Holanda, Suécia, Japão e Tunísia.
Existe ainda a possibilidade de classificação como um dos oito melhores terceiros colocados da fase de grupos. Isso pode ocorrer se o Brasil perder para a Escócia e Marrocos empatar ou vencer o Haiti. Nesse cenário, os brasileiros podem enfrentar Alemanha, México ou a seleção que ficar em primeiro lugar no Grupo I (França ou Noruega).
De olho no rival
Na Escócia, a expectativa é buscar uma classificação histórica. Nas oito participações anteriores, a seleção do Reino Unido, apesar de tradicional, nunca passou de fase.
O país está de volta a um Mundial após 28 anos e não vencia um jogo de Copa desde 1990. O jejum terminou com a vitória sobre o Haiti, por 1 a 0, em Boston, nos Estados Unidos, no último dia 13, com gol do meia John McGinn, campeão da Liga Europa pelo Aston Villa, da Inglaterra.
Além dele, outros destaques do time escocês são o lateral Andy Roberson, companheiro do goleiro brasileiro Alisson no Liverpool, da Inglaterra, e o volante Scott McTominay, destaque do Napoli, da Itália. O lateral Kieran Tierney, atualmente no Celtic, da Escócia, foi elogiado, em entrevista coletiva, pelo atacante Gabriel Martinelli, com quem atuou no Arsenal, da Inglaterra.
Freguês histórico
Na história das Copas, esta será a quinta vez que Brasil e Escócia se enfrentam na competição. A seleção escocesa se tornará a segunda que os brasileiros mais enfrentaram nos Mundiais, igualando-se a Itália, Holanda, México e à antiga Tchecoslováquia - a Suécia lidera a estatística, com sete jogos.
Em 1974, na Copa sediada na Alemanha, as seleções ficaram no zero a zero. Oito anos depois, no Mundial da Espanha, o Brasil goleou por 4 a 1, de virada, com gols do meia Zico, do zagueiro Oscar, do atacante Éder e do volante Falcão.
Em 1990, na Itália, novo triunfo brasileiro, com o atacante Müller definindo o placar em 1 a 0. Por fim, em 1998, na abertura do Mundial da França, o volante César Sampaio e o lateral Tom Boyd (contra) balançaram as redes na vitória por 2 a 1.
A última vez que Brasil e Escócia se enfrentaram foi em um amistoso no Emirates Stadium, em Londres, Inglaterra. A seleção brasileira venceu por 2 a 0, com dois gols de Neymar. A equipe, à época dirigida por Mano Menezes, teve Júlio César; Daniel Alves, Lúcio, Thiago Silva, André Santos; Lucas Leiva (Sandro), Ramires, Elano (Elias) e Jádson (Lucas Moura); Neymar e Leandro Damião (Jonas).
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Com informações da Agência Brasil