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Copa do Mundo: Fenaj denuncia constrangimento a jornalistas nos EUA

(via Agência Brasil)

| Edição de 12 de junho de 2026 | Atualizado em 13 de junho de 2026

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A Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) expressou sua preocupação com os relatos de jornalistas que estão cobrindo a Copa do Mundo de 2026. Esses profissionais relataram ter enfrentado situações de constrangimento, restrições de circulação e dificuldades para exercer suas atividades nos Estados Unidos, um dos países-sede do evento, juntamente com México e Canadá.

Em uma nota divulgada na quinta-feira (11), assinada pela Comissão de Mulheres Jornalistas e pela Comissão Nacional de Jornalistas pela Igualdade Social (Conajira), a Fenaj destacou o caso da jornalista Karine Alves, da TV Globo, como um dos mais graves.

Karine Alves relatou que foi retirada da fila regular de imigração ao entrar nos EUA, tratada de forma ríspida por agentes e submetida a uma revista no cabelo. Ela afirmou que o procedimento foi direcionado apenas a pessoas negras que chegavam ao país.

Para a Fenaj, o episódio representa um tratamento racista e xenófobo, somando-se a outros relatos de profissionais de imprensa e torcedores que acompanham a competição.

A entidade também mencionou o caso do árbitro somali Omar Abdulkadir Artan, que foi impedido de entrar nos EUA para participar do torneio.

Além dos incidentes nos postos de imigração, jornalistas relataram obstáculos no trabalho de cobertura esportiva, incluindo restrições de circulação em áreas utilizadas pelas seleções durante os treinamentos.

Diante desse cenário, a Fenaj anunciou que irá defender, junto à Federação Internacional de Jornalistas (FIJ), o envio de um documento à Federação Internacional de Futebol (Fifa), solicitando que a entidade assegure condições adequadas de trabalho aos profissionais credenciados para atuar durante as competições.

Propostas de Melhoria

  • Garantia de condições de trabalho seguras e livres de discriminação para todas as nacionalidades.
  • Criação de mecanismos independentes para recebimento e apuração de denúncias de assédio, violência e discriminação.
  • Adoção de protocolos específicos de proteção para mulheres jornalistas.
  • Compromisso dos países anfitriões com a liberdade de imprensa, a liberdade de circulação e a independência profissional dos trabalhadores da comunicação.

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Com informações da Agência Brasil