O Corinthians admitiu ontem que Diego Tardelli seria um nome incontestável para o seu ataque, mas afirmou não ter feito qualquer contato com o jogador e o seu empresário, Giuliano Bertolucci, para tentar trazê-lo ao clube. A avaliação interna é de que o salário do jogador na China é incompatível com o que o Timão pode pagar no momento, inviabilizando sua chegada até segunda ordem.
A possibilidade de mudança no cenário seria justamente uma manifestação do próprio atleta, demonstrando vontade de defender o Alvinegro. Dono de contrato até janeiro do ano que vem com o Shandong Luneng, da China, o avante é visto como um dos poucos nomes que chegaria para resolver a posição de goleador, justamente por ter perfeita noção do que é o clube do Parque São Jorge.
A procura por um camisa 9, aliás, tem sido o grande foco da nova diretoria, mas até o momento não houve qualquer avanço no setor. Há uma preocupação em trazer algum nome que, apesar do alto investimento, não consiga lidar com a pressão de jogar no Corinthians e, principalmente, de substituir Jô.
Assim como já havia sido publicado anteriormente, é quase consenso que nenhum nome será adquirido antes do encerramento da lista de inscrições para a fase de grupos da Libertadores, marcado para o dia 25 deste mês. A comissão técnica já trabalha com a ideia de se virar em um primeiro momento com as opções oferecidas atualmente.
NOVO REFORÇO - O zagueiro Marllon, ex-Ponte Preta, foi visto ontem no CT Joaquim Grava. Provável terceira contratação da nova diretoria do Corinthians, ao lado do volante Ralf e do atacante Matheus, o defensor passou ao lado do gramado em que a equipe titular realizava um treino físico. Ele deixava o laboratório R9, onde realizou parte dos exames necessários para a sua contratação.
O Alvinegro tem tudo apalavrado para que ele seja o sétimo nome do setor para a temporada. Ele tinha vínculo com o Cianorte e deve ter os seus direitos econômicos adquiridos pelo Alvinegro para um contrato entre três e quatro anos. A confirmação deve ser feita no máximo até segunda-feira, quando o clube enfrenta o Red Bull, pelo Paulista, em Campinas.
Aos 25 anos, o jogador chega como uma “oportunidade de mercado” na avaliação dos diretores. Preocupados com a jovialidade de Pedro Henrique e Léo Santos, além da incerteza sobre a permanência de Balbuena ao final do seu contrato, os alvinegros viram no atleta, destaque da Macaca no primeiro semestre do ano passado, uma chance barata de reforçar o setor.