ESPORTES

min de leitura - #

Corinthians encara a Ponte Preta hoje para espantar a má fase no Brasileirão

Gazeta Press

| Edição de 28 de outubro de 2017 | Atualizado em 25 de janeiro de 2022

Fique por dentro do que acontece em Apucarana, Arapongas e região, assine a Tribuna do Norte.

Corinthians e Ponte Preta têm um histórico volumoso em confrontos decisivos, relembrado na final do Campeonato Paulista deste ano, 40 anos após a lendária conquista do Timão em 1977, mas a possibilidade de título está apenas de um lado na disputa de hoje, às 17 horas (de Brasília), no Estádio Moisés Lucarelli. Decisiva, a partida reúne o líder do Parque São Jorge, procurando recuperar seu futebol, e a Macaca, gastando seus últimos cartuchos para se livrar do rebaixamento.

Imagem ilustrativa da imagem Corinthians encara a Ponte Preta hoje para espantar a má fase no Brasileirão
O técnico Fábio Carille, do Corinthians, terá força máxima em Campinas | Foto: Folhapress

Sem vencer há três jogos pela primeira vez na temporada, o técnico Fábio Carille fez questão de reunir-se com os seus jogadores para apontar erros de concentração responsáveis pelos gols sofridos diante de Coritiba, Bahia e Botafogo. Para ele, isso é o que tem faltado ao time na maioria das vezes em que a defesa, ponto forte do ano, acaba vazada.
“Pode esperar muita atenção, dedicação, principalmente nos detalhes, que decidem o jogo. Temos de estar com o emocional muito controlado, jogadores experientes do outro lado. Atletas que já passaram por outras equipes, jogo de provocação. Que o árbitro tenha muita luz para saber conduzir o jogo”, disse ele, lembrando de nomes como o zagueiro Rodrigo e o atacante Emerson Sheik.
Para anular os atletas mais experientes do rival, Carille fez questão de recuperar e mandar a campo o que tem de melhor no seu elenco, naquela que é considerada sua escalação ideal. Com o retorno do zagueiro Pablo, recuperado de contratura muscular, e Romero retomando a vaga de Marquinhos Gabriel, ele utilizará exatamente a mesma escalação que venceu a primeira partida da final do Estadual por 3 a 0.
“Mas não tem semelhança, não, é outro jogo, outra história. Ali era o primeiro jogo de uma final, empate seria bom, até mesmo uma vitória por um gol de diferença para decidir em casa. E terminou 3 a 0. Outra situação, completamente diferente”, avaliou o comandante, que ainda tem seis pontos de vantagem sobre Palmeiras e Santos, seus principais perseguidores.
Do outro lado, os campineiros se agarram realmente à experiência dos seus principais jogadores e à necessidade do Timão em construir um resultado favorável, o que pode abrir espaços para contra-ataques.
“Mostramos o que queríamos, até para dar tranquilidade para o jogador. Acho importante ele saber que vai iniciar, até pela responsabilidade que terá o jogo” disse o técnico Eduardo Baptista.
Em campo, a Ponte terá ao menos três ex-corintianos, com o zagueiro Yago e os atacantes Lucca e Emerson Sheik. Nomes como Claudinho e Léo Artur, cedidos pelo Timão após o Paulista, devem fazer parte da lista de relacionados, mas ficarão como opção no banco de reservas.
A Ponte Preta vai atuar com Aranha; Nino Paraíba, Yago, Rodrigo e Jeferson; Fernando Bob, Lucca, Elton, Wendel e Danilo Barcelos; Emerson Sheik.
O Corinthians jogará com Cássio; Fagner, Balbuena, Pablo e Guilherme Arana; Gabriel, Maycon, Jadson, Rodriguinho e Romero; Jô.
PERTO DE RECORDE - Se não tiver nenhuma mudança de última hora, Fábio Carille vai mandar a campo contra a Ponte Preta, a formação que considera a ideal para o Corinthians. Caso isso aconteça, o treinador vai igualar um recorde histórico do clube, com a formação mais vezes escalada.
Atualmente, a marca pertence a Mario Travaglini, técnico que comandou o Corinthians na década de 80, com um time formado por nomes como Sócrates e Casagrande.
Entre 1982 e 1983, Travaglini conseguiu repetir o mesmo time em 13 partidas. No momento, os 11 ideais de Carille atuaram juntos em 12 duelos. O 13º poderá ser o compromisso em Campinas.
A formação do atual técnico alvinegro ainda se destaca por ter um desempenho melhor do que o time dirigido por Travaglini, que morreu em 2014, aos 81 anos.