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De pênalti, França vence retranca do Paraguai e se classifica na Copa

(via Agência Brasil)

| Edição de 04 de julho de 2026 | Atualizado em 04 de julho de 2026

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Finalista das últimas duas Copas do Mundo, a França mantém viva a esperança de repetir o feito do Brasil, que chegou à decisão em três edições consecutivas entre 1994 e 2002. Neste sábado (4), os Bleus, como são carinhosamente chamados, venceram o Paraguai por 1 a 0 na Filadélfia, Estados Unidos, pelas oitavas de final.

Os bicampeões mundiais, que foram vice-campeões na edição do Catar em 2022, enfrentarão o Marrocos nas quartas de final. Este confronto é uma reedição de uma das semifinais da última Copa, onde a França saiu vitoriosa por 2 a 0. O reencontro está marcado para a próxima quinta-feira (9), às 17h, em Boston, Estados Unidos.

O atacante Kylian Mbappé, que disputa a artilharia da Copa com Lionel Messi, marcou seu sétimo gol na competição deste ano, mantendo-se próximo do argentino na corrida pela artilharia histórica do Mundial. Mbappé acumula impressionantes 19 gols em 19 partidas, uma média de um gol por jogo, enquanto Messi contabiliza 20 gols.

Para o Paraguai, a derrota para a França em Copas do Mundo não é novidade. Em 1998, a seleção sul-americana, que contava com jogadores idolatrados em clubes brasileiros como Francisco Arce e Carlos Gamarra, também caiu nas oitavas de final para os Bleus, perdendo por 1 a 0 na prorrogação.

Ferrolho paraguaio

Didier Deschamps, técnico da França, fez apenas uma alteração na equipe que derrotou a Suécia por 3 a 0 na fase anterior. Manu Koné entrou no lugar do volante Aurélien Tchouaméni.

Preocupado com o ataque francês, o técnico Gustavo Alfaro armou o Paraguai com uma defesa sólida, realizando três mudanças em relação ao time que eliminou a Alemanha nos pênaltis. José Canale foi substituído, enquanto Gustavo Velázquez e Omar Alderete entraram em campo. No meio, Damián Bobadilla deu lugar a Diego Goméz, e o atacante Gabriel Ávalos foi para o banco.

No primeiro tempo, a estratégia defensiva paraguaia funcionou. A França dominou a posse de bola por 57% do tempo e trocou passes seis vezes mais que o adversário, mas não conseguiu superar a forte marcação no último terço do campo.

O goleiro Orlando Gill não foi exigido. A finalização mais perigosa dos Bleus veio aos 21 minutos, quando Koné arriscou de fora da área, a bola desviou em Diego Gómez e quase surpreendeu os sul-americanos.

Doué e Mbappé decidem

Na etapa final, a França aumentou a pressão, mas foi novamente com um chute de longa distância de Koné, aos nove minutos, que os Bleus quase marcaram. Gill fez uma grande defesa no ângulo esquerdo.

O desgaste físico do Paraguai começou a aparecer antes dos 15 minutos, com duas substituições por cansaço: Canale entrou no lugar de Alderete e Gustavo Caballero substituiu Júlio Enciso. Pouco depois, Miguel Almirón, após uma tentativa de arrancada, caiu no gramado com dores na coxa esquerda.

A resistência paraguaia foi finalmente quebrada aos 19 minutos, quando Désiré Doué, que havia acabado de substituir Bradley Barcola, foi derrubado na área por Gómez. Após revisão do VAR, o árbitro marcou pênalti para a França. Mbappé cobrou aos 24 minutos, sem chances para Gill.

Com os paraguaios obrigados a atacar, a França encontrou espaços para contra-atacar. Nos acréscimos, Mbappé avançou pela esquerda e finalizou duas vezes, mas Gill fez duas grandes defesas.

O Paraguai tentou pressionar nos minutos finais, mas não foi suficiente. Assim como em 1998, a França saiu vitoriosa.

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Com informações da Agência Brasil