“Você tem mais títulos do que anos de carreira. Sua história é muito boa.” Foi assim que o vice-presidente do Palmeiras, Genaro Marino, apresentou Edu Dracena ontem. Mas o novo camisa 3 do clube quer provar que seus 33 anos de idade não são problema e alcançar no Verdão a conquista que lhe falta: o Mundial.
“A única conquista que me falta é ser campeão mundial, e espero ser com a camisa do Palmeiras”, disse o jogador, que já conquistou a Libertadores pelo Santos, em 2011, e traça o bicampeonato particular e do Verdão no torneio continental para poder celebrar o Mundial no final deste ano.
Para cumprir sua própria expectativa, o zagueiro tem o exemplo de um novo colega. Zé Roberto tem 41 anos e foi campeão da Copa do Brasil do ano passado como capitão.
“Eu me sinto muito bem. Vestir a camisa do Palmeiras é um desafio muito grande, e gosto de desafio. Por isso estou com 34 anos, mas com a cabeça e o físico de 21 anos”, falou Edu Dracena, que só fará 34 anos em maio.
“Ainda tenho gás, tenho lenha para queimar. É importante para jogadores com certa idade quebrar esse paradigma. O Zé é um exemplo para todos de que não é idade, é cabeça. Sigo o exemplo dele e me dedico. Sou profissional, cumpro horários e as minhas obrigações. Por isso, passei dos 30 e consigo continuar jogando”, prosseguiu.
O aspecto de liderança e experiência, bastante ressaltado pelos dirigentes para justificar o acordo com o Corinthians e conseguir a liberação de Edu Dracena sem custos, é algo que agrada o zagueiro. Mas o jogador não vai impor qualquer ascendência em um elenco que já conta com Zé Roberto e Fernando Prass, por exemplo.
“Ser capitão e líder não é uma coisa imposta, é natural. Foi assim em todos os clubes que passei. O pessoal vai me conhecer no dia a dia e ver como sou nos treinos e jogos. Vou procurar passar a experiência que vivi no futebol, e vou ficar quieto se não for ajudar. É natural”, disse.