A ex-jogadora da Seleção Brasileira de handebol, Elza Giovanelli Balan, que esteve recentemente no lançamento do dia do desafio no Sesc em Apucarana, disse acreditar que o Brasil na modalidade nos Jogos Olímpicos do Rio de 2016 fará uma boa campanha. No entanto, ela destaca que as seleções europeias são as favoritas para ficar com a medalha de ouro.
“Acredito que o Brasil vai conseguir uma boa posição na primeira fase e acho que o fator casa pode ajudar muito. Mas no momento as seleções da Europa estão melhores preparadas”, destacou Elza.
Na fase inicial dos Jogos, o Brasil está no Grupo A ao lado de Noruega, Angola, Espanha, Montenegro e Romênia. A seleção norueguesa é a grande força da chave, pois é bicampeã olímpica, campeã europeia e mundial. No ponto de vista dela, a Noruega vai afunilar na competição ao lado do Brasil e da Espanha. No Grupo B as potências são França e Rússia.
Com carreira vitoriosa no esporte, Elza atuou por 15 anos como atleta no handebol, sendo nove deles vestindo a camisa da Seleção Brasileira. O seu auge foi na década de 80. Em clubes, a armadora jogou na Incolustre/Cambé e no Radar/RJ.
Na Seleção disputou dois mundiais, mais três torneios internacionais, por cinco vezes foi medalha de bronze nos Jogos Pan-americanos e tem cinco títulos sul-americanos.
Pelo time de Cambé, foi campeã em 15 ocasiões dos Jogos Abertos do Paraná (JAP´s), também do Campeonato Brasileiro, e ainda tem dez conquistas de competições estaduais.
Formada em Educação Física na UEL em 89, atualmente comanda as categorias de base do Cambé no feminino e do time masculino adulto pelo mesmo município. Elza disse que a nível nacional o campeonato do país deixa a desejar, pois falta apoio e patrocínio. Quanto as categorias de base falta um investimento maior para que se tenha mais qualidade em termos de atletas.
Durante o lançamento do dia do desafio, Elza realizou palestra e deu uma atividade para os alunos do Sesc e da Escolinha de Handebol do Município. Na oportunidade, ela foi recepcionada pela gerente da entidade, Andreia Rinaldo, e pelos professores Edílson Marcondes, Bete Haupptmann e Beatriz Moreira.