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Esqui brasileiro mira 2ª medalha paralímpica em adeus a Milão-Cortina

(via Agência Brasil)

| Edição de 14 de março de 2026 | Atualizado em 14 de março de 2026

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A Paralimpíada de Inverno deste ano, sediada em Milão e Cortina d'Ampezzo, na Itália, chega ao fim neste domingo (15). O dia derradeiro reserva as emocionantes disputas dos 20 quilômetros do esqui cross-country, na cidade de Tesero, a partir das 5h (horário de Brasília). Seis brasileiros estarão na competição, alimentando a esperança de conquistar mais uma medalha histórica.

Cristian Ribera, responsável por colocar o Brasil no pódio paralímpico de inverno pela primeira vez com a prata no sprint (um quilômetro) para esquiadores que competem sentados, busca sua segunda medalha em Milão-Cortina. No Mundial do ano passado, realizado em Toblach, também na Itália, o atleta de Rondônia, que vive em Jundiaí (SP), conquistou o bronze nos 20 km.

"Já estudamos os tempos dos dez melhores para podermos chegar firmes e fortes nas primeiras colocações. O esporte é individual, mas tem uma equipe enorme trabalhando e é por isso que a gente está evoluindo", explicou Cristian, que nasceu com artogripose, uma condição que afeta as articulações das pernas, em depoimento ao Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB).

No sábado (14), Cristian participou do revezamento do esqui cross-country ao lado da paranaense Aline Rocha e do paulista Wellington da Silva. Originalmente, a prova é disputada com quatro atletas (dois homens e duas mulheres), que se revezam igualmente no percurso de 10 km (2,5 km cada). Com apenas três integrantes, Wellington, único esquiador brasileiro classificado aos Jogos que compete de pé, teve que percorrer dois trechos de 2,5 km.

“Hoje [sábado] não senti tanto a respiração, foi mais dor física, principalmente nas pernas. Gostei da prova. Fiz uma boa primeira volta; na segunda, cansei bastante. É muito bom fazer uma prova em conjunto. Sempre treino com o Cristian e com a Aline", comentou Wellington, que possui má-formação congênita no antebraço esquerdo, à comunicação do CPB.

O trio terminou na sétima colocação, entre dez equipes, com o tempo de 27min00s5, marcando o melhor resultado do Brasil na história do revezamento. Os Estados Unidos conquistaram o ouro. Na edição de 2022, em Pequim, o Brasil foi representado por quatro esquiadores (três homens e uma mulher), todos cadeirantes, e terminou na oitava posição, que era a última na época.

"Antes, a gente fazia [a prova de revezamento] meio de brincadeira, sempre chegava em último. Com o Wellington no standing [em pé, na tradução literal do inglês], as coisas melhoraram", disse Aline, que é paraplégica devido a um acidente automobilístico, também ao site do Comitê.

A paranaense Aline Rocha é mais uma esperança de pódio neste domingo. No Mundial de Ostersund, na Suécia, em 2023, ela conquistou o bronze nos 18 km, prova que antecedeu a de 20 km no programa do evento.

Além de Aline, Cristian e Wellington, os paulistas Guilherme Rocha e Elena Sena, e o paraibano Robelson Lula também estarão na disputa por medalhas neste último dia. A cerimônia de encerramento será realizada em Cortina d'Ampezzo, que recebeu as provas de snowboard, a partir das 16h30.

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Com informações da Agência Brasil