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Etíopes são os favoritos de hoje na São Silvestre

Da Redação

| Edição de 30 de dezembro de 2016 | Atualizado em 25 de janeiro de 2022

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Com personalidades bastante distintas, Dawit Fikadu Admasu e Yimer Wude Ayalew são dois dos principais favoritos à conquista da 92ª São Silvestre nas provas masculina e feminina, respectivamente, e a esperança da Etiópia de repetir história nas ruas de São Paulo. Em 2014, a dupla subiu no lugar mais alto do pódio montado na Avenida Paulista. 

Imagem ilustrativa da imagem Etíopes são os favoritos de hoje na São Silvestre
Vencedor da Prova 28 em 2016, Dawit Fikadu Admasu tenta a 2ª vitória na São Silvestre | Foto: Divulgação

A largada de hoje do pelotão feminino será às 8h40 e do naipe masculino, às 9 horas.
“Sim, quero fazer história”, disse Yimer, bastante tímida. Além de campeã em 2014, ela ganhou a São Silvestre em 2008 e em 2015, mas ainda não se acostumou com a fama construída na capital paulista. Costuma abaixar a cabeça quando vê um microfone, encolhida, e quase sempre solicita os serviços de Dawit como intérprete.
O compatriota de Yimer, ao contrário, é bastante descontraído. Em um treinamento realizado no Ibirapuera, na quarta-feira, Dawit comandou as brincadeiras com o grupo de africanos agenciado pelo técnico brasileiro Moacir Marconi, o Coquinho. Ele fez graça ao se alongar, puxou a fila dos corredores pelo parque e até interagiu com alguns transeuntes.
“Estou preparado para ganhar novamente. Treinei bastante”, sorriu Dawit, que coloca os atletas africanos como os seus principais adversários. 
No início de 2016, o etíope foi o vencedor da 54ª edição da Prova Pedestre 28 de Janeiro em Apucarana.
Entre os competidores brasileiros, a maior esperança de título fica por conta de Giovani dos Santos.
"Já fui cinco vezes pódio na prova. Está na hora de buscar o topo. Esse é o objetivo", afirmou Santos em entrevista coletiva na quinta-feira.
Principal esperança brasileira na prova feminina da Corrida de São Silvestre, Joziane Cardoso está deslumbrada com as adversárias que terá nas ruas de São Paulo, hoje. 
A atleta paranaense de Nova Santa Bárbara conheceu a queniana Jemima Sumgong, campeã olímpica da maratona nos Jogos do Rio de Janeiro, na quinta-feira e não escondeu a sua empolgação.
“Afe! Pois é!”, exclamou Joziane, quando lembrada que estava ao lado de Jemima, com quem competirá na São Silvestre.  “Tipo assim, estou até me segurando para não tirar uma selfie. Nunca imaginei que estaria correndo com essa e outras mulheres. Está sendo incrível para mim”, acrescentou.
A atleta já se dará por satisfeita se conseguir ser novamente a melhor brasileira da prova.
“Será a quarta vez que corro a prova, a segunda em alto nível. No ano passado, fui quarta colocada. Se estiver no pódio neste ano, já acharei incrível. Ainda mais com essa concorrência de peso”, repetiu Joziane. Ela é atual campeã da Prova 28 de Janeiro. Também venceu a corrida em Apucarana nas temporadas de 2011 e 2014.
O recorde entre os homens pertence ao queniano Paul Tergat (43min e 12s, em 1995). Entre as mulheres, a também queniana Priscah Jeptoo (48min48s, em 2011).
A última vitória de um brasileiro foi em 2010, com Marílson dos Santos. Entre as mulheres, ocorreu em 2006, com Lucélia Peres. O maior período do país sem vitórias foi 33 anos. O jejum durou de 1946 a 1979. Em 1980, José João da Silva venceu a prova.