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Gustavo Marques é suspenso por fala machista contra árbitra

(via Agência Brasil)

| Edição de 05 de março de 2026 | Atualizado em 05 de março de 2026

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O Tribunal de Justiça Desportiva do Estado de São Paulo (TJD-SP) aplicou uma suspensão de 12 jogos ao zagueiro Gustavo Marques, do Bragantino, em competições estaduais. A punição decorre de declarações machistas proferidas contra a árbitra Daiane Muniz, após a partida contra o São Paulo pelo Campeonato Paulista.

Além da suspensão, o jogador foi condenado a pagar uma multa de R$ 30 mil, conforme decidido em julgamento realizado na última quarta-feira (4).

No dia 21 de fevereiro, após a derrota do Bragantino para o São Paulo, Gustavo Marques fez comentários machistas ao criticar a escolha da árbitra Daiane Muniz para o jogo. Ele afirmou: “Primeiramente, quero falar da arbitragem porque não adianta jogar contra São Paulo, Palmeiras, Corinthians e eles colocarem uma mulher para apitar um jogo desse tamanho. Era nosso sonho chegar à semifinal, ou até a final, mas ela acabou com nosso jogo. Acho que a Federação Paulista tem que olhar para os jogos desse tamanho e não colocar uma mulher. Todo respeito às mulheres do mundo, sou casado, tenho minha mãe, então desculpa se estou falando alguma coisa para as mulheres”, declarou o zagueiro em entrevista após a partida para uma equipe de reportagem da emissora TNT.

Após o incidente, Gustavo Marques usou as redes sociais para se desculpar: “Estava de cabeça quente e muito frustrado pelo resultado da nossa equipe e acabei falando o que não deveria e poderia. Isso não justifica minha atitude e peço desculpas a todas mulheres e em especial a Daiane […]. Espero sair desse episódio uma pessoa melhor. Prometo aprender com esse erro”.

A Federação Paulista de Futebol (FPF) criticou duramente a atitude do jogador e declarou que encaminharia a declaração de Gustavo Marques à Justiça Desportiva: “É com profunda indignação e revolta que a Federação Paulista de Futebol recebeu a entrevista do atleta Gustavo Marques, do Red Bull Bragantino, após a partida contra o São Paulo […]. Uma declaração em relação à árbitra Daiane Muniz que reflete uma visão primitiva, machista, preconceituosa e misógina, incompatível com os valores que regem a sociedade e o futebol. É absolutamente estarrecedor que um atleta, em qualquer circunstância, questione a capacidade de um árbitro com base em seu gênero. A FPF tem orgulho de contar em seu quadro com 36 árbitras e assistentes e continua trabalhando ativamente para que este número cresça […]. A FPF encaminhará tais declarações à Justiça Desportiva, para que esta tome todas as providências cabíveis”.

O Bragantino já havia aplicado uma multa ao jogador, correspondente a 50% de seus vencimentos, e ele não foi relacionado para o jogo entre Massa Bruta e Athletico-PR pelo Campeonato Brasileiro.

A equipe de Bragança Paulista informou que “o valor da multa será destinado para a ONG Rendar, que cuida de mulheres em situação de vulnerabilidade na região bragantina”.



Com informações da Agência Brasil