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Há 40 anos, Apucarana ganhava o Paranaense

Raul César dos Reis

| Edição de 17 de setembro de 2017 | Atualizado em 25 de janeiro de 2022

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O Apucarana Atlético Clube (AAC), que foi o terceiro time de futebol profissional da cidade, vai completar 40 anos do título do Campeonato Paranaense da Primeira Divisão (hoje chamado de Segundona) nesta segunda-feira. 

Imagem ilustrativa da imagem Há 40 anos, Apucarana ganhava o Paranaense
Apucarana campeão. Em Pé: José Domingos Scarpelini (vice-presidente), Valdomiro Françolin (presidente), Pescuma, Neguito, Carlão, Canhoto, Nilton e Ademar Scarpelini. Agachados: Baianinho, Luiz Cláudio, Marcos, Fio e Cabrera | Foto: Arquivo

Fundado em dezembro de 1975, o AAC em 1977 conseguiu o acesso para o futebol de elite do Estado. Na época o clube era presidido pelo cerealista Valdomiro Françolin, tendo o deputado estadual José Domingos Scarpelini como vice-presidente. O também cerealista Barnabé Pugezzi era o diretor de futebol e Sebastião Moreira, o Vitamina, atuava como supervisor. 
Na campanha que deu o acesso para a Divisão Especial em 1978 (hoje chamada de Primeira Divisão), o AAC realizou 20 jogos, obtendo 11 vitórias, seis empates e sofrendo três derrotas, as três no primeiro turno do Grupo Norte. 
Os jogadores Luiz Cláudio e Marcos, com cinco gols cada, foram os principais artilheiros da equipe na competição.
O campeonato daquele ano foi disputado em quatro turnos, sendo dois pelo Grupo Norte e dois pelo hexagonal final. Dos quatro turnos, o “Dragão do Norte”, como era chamado por seu torcedor, venceu três: o segundo turno do grupo Norte e os dois pelo hexagonal. 
A única equipe que não perdeu para o Apucarana naquele certame foi o Mandaguari, com dois empates sem gols. Já os demais clubes sentiram a força do Tricolor da Cidade Alta.
A equipe iniciou o campeonato com o técnico Iran Bitencourt e os remanescentes de 1976, Orladinho, Neguito, Dias, Ademar Scarpelini, Fio e Cabrera. Se juntaram a eles Marcos, Luiz Cláudio e Silva, que vieram do futebol carioca, mais Canhoto, Mineiro, Mirão, Jorge Mendonça, Luiz Antônio, Marquinhos e Nikinho.
Nas quatro primeiras rodadas do Grupo Norte, um empate (Mandaguari), duas derrotas (Arapongas e Agroceres) e uma vitória (Comercial). O time estava jogando mal e Iran não aguentou a pressão caindo antes da quinta rodada. 
Foi aí que a diretoria contratou o ex-árbitro Vander Moreira para comandar o time. Na estreia, na última rodada do primeiro turno, derrota por 3 a 0 para o Jandaia. Mas aos poucos Vander foi moldando o time e com as contratações do goleiro Carlão, do Pinheiros; dos zagueiros Nilton, do Coritiba, e Pescuma, ex-Corinthians e Fluminense; e do atacante Baianinho, a equipe embalou e venceu o segundo turno do Grupo Norte, avançando assim para o hexagonal, voltando a enfrentar Jandaia e Agroceres e agora encarando União, de Francisco Beltrão, Tabu, de Clevelândia, e Palmeiras, de Pato Branco. 

INVICTO NO HEXAGONAL - No hexagonal a campanha foi maravilhosa, vencendo os dois turnos, com sete vitórias e três empates. O time marcou 12 gols e levou apenas um. 
O título veio no dia 18 de setembro de 77, mas o acesso para o futebol de elite do Estado havia sido conquistado antes, mas precisamente no dia 14 de agosto, quando o Apucarana venceu o Tabu, em Clevelândia, por 1 a 0, gol de Marquinhos. Ocorre que no regulamento daquele campeonato o campeão de cada turno do hexagonal teria o acesso garantido. Sendo assim o Apucarana garantiu a vaga para a Divisão Especial de 78 com cinco rodadas de antecedência.
Mesmo com a classificação obtida, o time manteve o foco, não esmoreceu e faturou o returno, fechando o campeonato ganhando por 3 a 0 do Tabu em Apucarana, com dois gols de Marcos e um de Baianinho. A segunda vaga para a Divisão Especial ficou com o Palmeiras. O título de 77 foi o primeiro de um time profissional de Apucarana.