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Martinelli admite substituir Raphinha e vê Neymar "querendo muito"

(via Agência Brasil)

| Edição de 22 de junho de 2026 | Atualizado em 22 de junho de 2026

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O atacante Gabriel Martinelli, do Arsenal, expressou sua preferência por atuar na ponta esquerda do ataque, mas garantiu que está disposto a jogar na direita, se necessário, no confronto contra a Escócia, marcado para quarta-feira (24), às 19h, em Miami, pela última rodada do Grupo C da Copa do Mundo.

Apesar de não ser a escolha principal, Martinelli pode substituir Raphinha, que se lesionou na vitória por 3 a 0 sobre o Haiti. Rayan e Luiz Henrique são os favoritos para ocupar a posição na direita.

"Primeiro, a gente fica triste pelo que aconteceu com o Rapha. Temos muitos jogadores de qualidade na frente. Eu, particularmente, prefiro jogar pela esquerda, mas no Arsenal já fiz a [ponta] direita. Fiz também com o Ancelotti [no amistoso] contra a França [derrota por 2 a 1, em 26 de março]. Estamos todos dando o melhor para estarmos preparados. A decisão é do mister", disse Martinelli em entrevista coletiva nesta segunda (22), no The Ridge, hotel onde está hospedada a seleção brasileira em Nova Jersey.

"Joguei [pela direita] no Arsenal quando o Bukayo Saka [atacante da seleção inglesa] se machucou. Se ele [Ancelotti] pedir para jogar de lateral-direito, eu faço. Claro, mister!", completou o atleta, que entrou em campo aos 19 minutos da etapa final contra o Haiti.

Martinelli, que joga na Inglaterra desde 2019, destacou a importância de vencer a Escócia para garantir a liderança do Grupo C, o que facilitaria a logística para as próximas fases do torneio.

Se ficarem em primeiro, os brasileiros permanecem nos Estados Unidos durante todo o mata-mata e podem seguir baseados em Nova Jersey, onde estão desde a chegada. Caso acabe na segunda colocação, a Amarelinha terá de jogar os 16 avos de final no México, na cidade de Monterrey. Avançando às oitavas, a equipe voltaria para território norte-americano. Assim, seria necessário mudar a logística, com o Brasil ficando "itinerante" no Mundial.

"Com certeza, será um jogo muito difícil. A Escócia tem jogadores de qualidade na frente. Tem o [meia John] McGinn, que a gente sempre enfrenta, do Aston Villa. O [Andy] Robertson, do Liverpool. O [também lateral Kieran] Tierney [ex-Arsenal, atualmente no Celtic, do futebol escocês], que é um dos melhores caras que conheci no futebol. Rápido e humilde. Espero que não jogue tão bem na quarta [risos]", comentou Martinelli.

"Queremos ir a Miami e ganhar, para classificarmos em primeiro e continuarmos aqui [em Nova Jersey], com todas as facilidades que tem, é muito melhor", resumiu o brasileiro.

Martinelli também falou sobre a recuperação de Neymar, que voltou aos treinos após tratar uma lesão na panturrilha. Ele enfatizou o comprometimento do time em se esforçar ainda mais para apoiar o craque.

"A gente correria 20, 30% a mais para potencializar o Ney ou o [atacante] Vini [Júnior], quem quer que seja. Se precisar defender em uma linha de cinco, não só eu, mas toda a equipe está se doando bastante. A gente quer ganhar a Copa, sabe da capacidade que temos. Correria 10, 20, 30, 40% a mais para isso", afirmou o jogador do Arsenal.

"Ele [Neymar] está em um nível muito alto. A gente pode ver a qualidade dele no treinamento, que todo mundo já sabe. A intensidade, o jeito que ele voltou, a gente vê que está querendo muito. Ficamos felizes de ter um jogador como ele do nosso lado", concluiu Martinelli.

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Com informações da Agência Brasil