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Mascotes do Mundial incluem a águia-careca, animal salvo de extinção

(via Agência Brasil)

| Edição de 12 de junho de 2026 | Atualizado em 13 de junho de 2026

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A Copa do Mundo teve início nesta quinta-feira (11) com duas partidas no México. Fora das quatro linhas, as mascotes do torneio já começam a conquistar o público. Os bonecos do alce Maple, da onça-pintada Zayu e da águia careca Clutch estão disponíveis para compra em diversos sites e mercados populares, com uma variedade de preços.

Criadas pela Federação Internacional de Futebol (Fifa), essas mascotes representam as três sedes da competição deste ano: Canadá, México e Estados Unidos. Elas são parte da tradição do Mundial, simbolizando a cultura e identidade dos países, com o objetivo de engajar torcidas e o público infantil, conforme explica a Fifa.

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O Maple representa um alce, animal comum no hemisfério norte. O nome é uma homenagem folha vermelha da àrvore Maple, símbolo presente na bandeira do Canadá. - Reuters/Daniel Becerril/Arquivo/Proibida reprodução

Maple

Devido ao seu grande porte, a mascote Maple, um alce, é um goleiro dedicado. Ele aprecia música, street style e viagens pelo Canadá. O nome Maple é uma homenagem à folha vermelha da árvore de mesmo nome, um símbolo nacional presente na bandeira do país, e da qual se extrai um xarope típico. Vestido com um uniforme vermelho, Maple foi concebido segurando uma bola de futebol.

Zayu

Simbolizando o México, temos a onça-pintada Zayu, nativa das selvas do sul do país. Ela representa a herança cultural, a dança e a gastronomia, além do espírito vibrante do México. Em campo, Zayu é a atacante, exibindo engenhosidade e agilidade. A mascote veste uniforme verde e também segura uma bola. A espécie está ameaçada de extinção no México, mas esforços em andamento indicam um aumento na população desses animais, segundo a organização Aliança Nacional para a Conservação do Jaguar (ANCJ).

Clutch

A águia-careca Clutch possui um espírito livre, busca aventuras e é uma líder otimista. Representando os Estados Unidos, Clutch é uma meio-campista, capaz de mobilizar um time. Como todos os grandes jogadores nesta posição, Clutch une as pessoas, destacou a Fifa sobre a mascote, de cor azul, representada com a bola nos pés.

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Símbolo dos Estados Unidos, a águia-careca era considerada um animal sagrado pelos indígenas, que utilizavam suas penas em rituais de celebração. Representando os Estados Unidos, é uma meio-campista, capaz de mobilizar um time - Reuters/Heuler Andrey/Arquivo/Proibida reprodução

Símbolo dos Estados Unidos, a águia-careca era considerada um animal sagrado pelos indígenas, que utilizavam suas penas em rituais de celebração. A ave já enfrentou ameaça de extinção, mas foi protegida por ações de conservação da espécie, incluindo a proibição do uso de um pesticida.

A tradição de mascotes da Fifa começou em 1966, na Inglaterra, com o leãozinho Willie, que vestia uma bandeira do Reino Unido com a palavra Copa do Mundo. Na Copa do México (1970) - a primeira edição do Mundial no país - a mascote era Juanito: um menino que usava um sombrero típico, mas que foi criticado por estereotipar aquela cultura.

Lembra do Fuleco?

A Copa do Mundo no Brasil (2014) também teve a sua mascote, o Fuleco. O tatu-bola, apesar da fama internacional, ainda corre risco de extinção por aqui. O pequeno mamífero teve o status reclassificado de "vulnerável" para "em perigo", na lista vermelha da fauna brasileira.

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A tatu-bola ganhou fama internacional ao ser representado pela mascote Fuleco no Mundial de 2014, realizado no Brasil. Apesar da repercussão, o animal ainda sofre risco de extinção por aqui- Divulgação/MMA

De acordo com a Associação Caatinga, uma entidade não-governamental que mantém um programa de conservação do tatu-bola, a perda de habitat causada pelo desmatamento, queimadas e pela caça são as principais ameaças ao bichinho. Para combater o problema, no último dia 10, o governo federal ampliou o Parque Nacional da Serra das Confusões, no Piauí, para 916 mil hectares, o que foi considerado fundamental para proteger o habitat do Fuleco.

A caça ao tatu-bola é parte da cultura regional e um perigo para o bicho. “A gente chegava nos lugares e perguntava às crianças: quem comeu tatu no último ano? Todo mundo levantava a mão”, contou o biólogo Felipe Melo, em 2014, quando ele pesquisou essa espécie.

Em seu ambiente natural, o tatu-bola tem o papel de movimentar os nutrientes da terra, de controlar a presença de formigas e servir de alimento para grandes felinos. Para Melo, a principal forma de proteger o tatu é a criação de áreas naturais, protegidas por lei, para a manutenção de todo o ecossistema.

A Copa do Mundo terá 104 jogos até o dia 19 de julho, quando será a final. A estreia do Brasil será contra Marrocos neste sábado (13), às 19h (horário de Brasília), no MetLife Stadium, em Nova Jersey, pelo Grupo C do Mundial, que tem ainda Haiti e Escócia.

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Com informações da Agência Brasil