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Matheus Cunha agradece "respeito" ao Brasil, mas rechaça favoritismo

(via Agência Brasil)

| Edição de 03 de julho de 2026 | Atualizado em 03 de julho de 2026

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Após a vitória por 2 a 1 sobre o Japão, na última segunda-feira (29), em Houston, nos Estados Unidos, Matheus Cunha foi flagrado pelas câmeras de televisão fazendo o número cinco com os dedos em direção ao atacante japonês Kento Shiogai. Este gesto foi uma resposta ao que foi entendido como uma provocação do atleta japonês, que, dois dias antes, afirmou que o Brasil "não era como antigamente".

Enquanto considerou o comentário de Shiogai "desrespeitoso", Matheus Cunha reagiu de forma diferente às palavras do técnico da Argentina, Lionel Scaloni, e do atacante norueguês Erling Haaland. Ambos colocaram o Brasil em um patamar de favoritismo no Mundial em recentes depoimentos à imprensa. A seleção brasileira enfrenta a Noruega neste domingo (5), às 17h (horário de Brasília), em Nova Jersey, pelas oitavas de final da Copa do Mundo.

"O quão grande é o Haaland no mundo do futebol e ele citar esse respeito pela nossa seleção e nossos jogadores. Ele vai jogar, com certeza, para ganhar de nós, mas é gratificante. E que ele saiba que também temos [esse respeito] por ele e a seleção dele. Sobre o Scaloni, a mesma coisa, sempre citou o Brasil como tendo um nível de dificuldade alto", disse o atacante, em entrevista coletiva nesta terça-feira (3), no The Ridge, hotel onde a delegação brasileira está concentrada em Nova Jersey.

Apesar dos elogios, Matheus Cunha rechaçou o favoritismo brasileiro. O jogador do Manchester United (Inglaterra) preferiu destacar a evolução do Brasil ao longo da Copa. Após estrear abaixo das expectativas no empate por 1 a 1 com Marrocos em Nova Jersey, a seleção verde e amarela emplacou três vitórias: 3 a 0 sobre Haiti, na Filadélfia; e Escócia, em Miami (ambos nos Estados Unidos), além do 2 a 1 no Japão.

"Não busco essas informações. Isso não entra em campo. Por mais que você tenha confiança nos companheiros, [favoritismo] não é nada que ajude em campo", afirmou o atacante.

"Temos seleções que o mundo tende a falar que são as seleções a serem batidas. Aos poucos, estamos demonstrando mais quem somos. Esse certo favoritismo nada mais é do que chegar em campo e mostrar para o que estamos prontos e treinados", completou o vice-artilheiro do Brasil no Mundial, com três gols.

Imagem ilustrativa da imagem Matheus Cunha agradece "respeito" ao Brasil, mas rechaça favoritismo
 Matheus Cunha no jogo contra o Japão - Reuters/MARIA LYSAKER/Arquivo/Proibida reprodução

Equipe

Para o jogo contra a Noruega, que pode levar o Brasil às quartas de final da Copa, a equipe não contará com Lucas Paquetá, que sofreu uma lesão no músculo posterior da coxa esquerda diante do Japão. Naquele dia, Carlo Ancelotti escolheu Endrick para substituir o meia. O volante Danilo Santos e os atacantes Gabriel Martinelli e Neymar são outras opções. Matheus Cunha deixou a decisão nas mãos do técnico.

"Vamos sentir muita falta do Paquetá, principalmente por estarmos criando rotinas de entrosamento muito claras. O Martinelli é quase um atacante, com possibilidade de atacar profundidade muito maior. Danilo já vai dar uma sustentação mais clara [ao meio-campo]", descreveu o camisa 9.

"No momento que o Paquetá sai e entra o Endrick, eu começo a jogar mais por trás do atacante do que propriamente como a referência [na área]. Vão ter momentos em que terei que me adaptar como referência, meia de criação ou extremo tendo que ajudar a marcar o lateral. Mas me sinto feliz de, às vezes, estar em uma função que os grandes olhos acabam vendo menos, mas que vai potencializar muito os companheiros", concluiu.

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Com informações da Agência Brasil