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Mayra Aguiar garante bronze no judô

Gazeta Press

| Edição de 12 de agosto de 2016 | Atualizado em 02 de dezembro de 2016

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A judoca Mayra Aguiar, de 25 anos, conquistou nesta quinta-feira a medalha de bronze na categoria meio-pesado (até 78 kg) e se tornou a primeira mulher a obter dois pódios em Olimpíadas pelo judô do Brasil. A vitória sobre a cubana Yalennis Castillo foi tranquila. Mayra dominou toda a luta, tendo aplicado um yukô com menos de 20 segundos.

Imagem ilustrativa da imagem Mayra Aguiar garante bronze no judô

Ela repetiu o gesto de Rafaela Silva ao fim da luta e pulou nas arquibancadas para comemorar com os familiares e o técnico Kiko Pereira. Também beijou a bandeira do Brasil bordada no quimono.
A brasileira saiu do caminho do ouro ao perder para a francesa Audrey Tcheumeo. Além de tirar Mayra do topo do pódio, o resultado frustrou a torcida por não ver o duelo entre ela e Kayla Harrison, uma das principais rivalidades do judô mundial.
O ouro ficou com a norte-americana, que se tornou bicampeã olímpica, ao superar a francesa na final com uma chave de braço. Em vez de estipular um número mínimo de pódios, como costumava fazer, a CBJ (Confederação Brasileira de Judô) colocou como meta uma evolução quantitativa ou qualitativa em relação a Londres-2012. Ou seja, se obtiver um ouro e uma prata, a meta será atingida por superar qualitativamente o ouro e os três bronzes de quatro anos atrás.
Mayra era a principal aposta da CBJ para cumprir antecipadamente a meta estipulada para a Rio-16. Havia expectativa de que ela fosse para a final, garantindo a prata que restava para chegar ao objetivo da entidade. Rafaela Silva já obteve o ouro, na categoria leve (até 57 kg).
A pressão agora fica sobre Rafael Silva, bronze em Pequim-08, e Maria Suelen Altheman, da categoria pesado. Um deles precisa chegar à final para cumprir os objetivos da confederação.
“MÁGICA” - Mayra definiu como “mágica” a sensação de conquistar uma medalha olímpica. A brasileira levou o bronze na categoria meio-pesado (até 78 kg). A atleta, também bronze em Londres-12, disse que a medalha desta quinta tem um sabor especial.
“Eu já tinha ganho medalha em Londres, mas agora com a torcida, com a vibração que o povo tem... Isso realmente vai ficar marcado, vou levar para sempre. Foi lindo, mágico”, afirmou a brasileira.
É a segunda Olimpíada consecutiva que a judoca não conseguiu avançar para a final do torneio. “É um momento bastante difícil numa competição quando a gente perde”, disse. “Quando perdi, eu saí abalada, com certeza, mas botei na cabeça que vale a pena, que eu não podia desistir e o quanto é bom ser medalhista”, afirmou a atleta.