A gaúcha Nicole Silveira alcançou um marco histórico para o Brasil em competições de gelo. Neste sábado (14), ela finalizou sua participação no skeleton nos Jogos de Inverno, realizados nas cidades italianas de Milão e Cortina, na 11ª posição. Este resultado supera em duas colocações o desempenho que obteve em 2022, em Pequim, na China.
No skeleton, os competidores deslizam por uma pista de gelo em um trenó individual, de bruços e com a cabeça à frente, após uma largada em pé. As velocidades podem ultrapassar os 140 km/h. A competição consiste em quatro descidas, duas em cada dia, e o vencedor é aquele com o menor tempo total.
Nicole registrou um tempo total de 3min51s82, ficando a 42 centésimos de entrar no top-10. Na sexta-feira (13), ela completou a primeira descida em 57s93 e a segunda em 57s85. No sábado, a gaúcha concluiu a terceira descida em 58s11 e repetiu o tempo da primeira descida na quarta e última tentativa.
A medalha de ouro foi conquistada pela austríaca Janine Flock, com um tempo total de 3min49s02, seguida pela alemã Susanne Kreher, campeã mundial em 2023, que ficou com a prata. O bronze foi para a também alemã Jacqueline Pfeifer. A belga Kim Meylemans, esposa de Nicole, terminou na sexta posição.
O feito de Nicole é o segundo melhor resultado feminino do Brasil em gelo e neve, atrás apenas do nono lugar de Isabel Clark no snowboard cross nos Jogos de Turim, em 2006. Este era o melhor desempenho brasileiro em Olimpíadas de Inverno até Lucas Pinheiro Braathen, norueguês que representa o Brasil, conquistar o ouro no slalom gigante.
Nascida em Rio Grande (RS), Nicole, de 30 anos, mudou-se para Calgary, no Canadá, aos sete anos, onde conheceu o skeleton. Além de atleta, ela trabalha como enfermeira e já treinou fisiculturismo. Durante a pandemia de covid-19, em 2020, ela compartilhou com a Agência Brasil sua experiência nos hospitais onde atuava, incluindo um hospital infantil.
Com informações da Agência Brasil