A vida noturna do Rio ganhou ares de carnaval fora de época durante as duas semanas dos Jogos. O movimento foi tão intenso que, em diversas ocasiões, ruas tomadas por multidões tiveram que ser fechadas ao tráfego de veículos.
Assim como ocorre nas praias cariocas, houve uma espécie de separação informal de territórios: enquanto turistas brasileiros e cariocas de todos os cantos lotaram o Boulevard Olímpico, turistas estrangeiros preferiram a Lapa.
"Um amigo carioca nos disse que, se estamos no Rio, tínhamos que vir à Lapa", contou a argentina Felicitas Roldán.
Nos dias mais cheios, o tráfego chegou a ser interrompido na avenida Mem de Sá, onde há maior concentração de bares, enquanto milhares de pessoas tomavam o asfalto, muitas delas com copos de caipirinha nas mãos.
"Onde eu moro, isso nunca seria permitido", comentou, surpreso, o americano Cordell Fincher, 40, que vive no Estado de Utah, e esteve na Lapa pela primeira vez na noite de sábado.
O movimento fez a festa de donos de bares e vendedores ambulantes.
"Esses gringos bebem para caramba", comemorou um rapaz com uma bandeja de copos com sal e uma garrafa de tequila nas mãos. "Estou vendendo o dobro de um dia normal."