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​Perto de “estourar”, quinteto aproveita folga de jogos

Gazetapress

| Edição de 09 de agosto de 2017 | Atualizado em 25 de janeiro de 2022

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O Corinthians ficará 13 dias sem jogos pelo Campeonato Brasileiro, devido ao adiamento do jogo contra a Chapecoense para o dia 23 deste mês, algo visto pela comissão técnica como essencial para a recuperação de alguns atletas do elenco. Na avaliação dos profissionais que circundam Fábio Carille, cinco jogadores estavam perto de “estourar” e ter lesões caso não tivessem um período sem jogos.
“Alguns atletas, sim, principalmente os atletas que mais atuaram na temporada, como Balbuena, Arana, Maycon e Gabriel. O Jô também”, explicou o preparador físico Walmir Cruz, que recebeu do treinador a incumbência de “comandar” as semanas de treino, precisando tanto recuperar os jogadores quanto manter aqueles que estavam em perfeita condição física mesmo sem o ritmo de jogos vivido até o momento.
“Esses atletas estavam em um limite físico perigoso. Como trabalhamos essa parte preventiva, com números da fisiologia, conseguimos saber o limite. Por meio dessa comunicação resolvemos poupar um ou outro. Quando um atleta não treina, ele perde muito a capacidade física. Nossa preocupação é essa, de o atleta estar na plenitude da parte física”, continuou Walmir, que trabalha em conjunto com o fisiologista Antonio Carlos Fedato Filho, além de outros nomes.
“A sequência que a gente teve do início do ano para cá foi muito intensa, alguns atletas tiveram mais de 15 jogos consecutivos. Esses atletas são os que a gente vai ter um cuidado maior. Também com todos os atletas que jogaram o último jogo. Serão trabalhos mais leves para eles”, comentou Fedato Filho, responsável por avaliar os índices dos jogadores por meio de um GPS carregado pelos atletas tanto em jogos quanto treinos.
Até o duelo contra o Vitória, no dia 19, a comissão dividiu o elenco em praticamente três grupos: G1, G2 e G3. O primeiro é composto pelos titulares mais usuais, que estão desgastados. O segundo é dos atletas que ficam no banco, sem cansaço físico, mas que sentem falta do ritmo de jogo. O terceiro são os não-relacionados, em sua maioria jovens da base, trabalhados para, em uma eventualidade, serem relacionados ou até jogarem em casos extremos.
“Essa semana eu estou tendo até sonhos mais agradáveis, uma semana livre de treinamentos para fazermos ajustes. Dividimos o grupo. O pessoal com desgaste maior, que vem atuando, com jogos e viagens, colocamos para recuperar essa parte muscular. Com os outros, que seriam o grupo dois e três, do pessoal que não vem atuando ou entra do banco, estamos trabalhos mais específico de força e potência, e de campo para que eles não percam esse volume de treinamento”, concluiu.
DANILO SE DESTACA EM TREINO - O meia Danilo foi a maior atração do treino do Corinthians na manhã desta terça-feira, no CT Joaquim Grava, ainda sem os titulares em meio às duas semanas de folga. Com um belo gol e boa movimentação, ele recebeu elogios dos companheiros e já é visto como um atleta quase no mesmo nível físico dos demais componentes do elenco.
“Ele já está praticamente liberado. Esse trabalho que fazemos é complementar, porque ele precisa”, explicou o preparador físico do clube, Walmir Cruz, que vê a questão psicológica do atleta também como algo a ser trabalhado.
“Nós já levamos ele para esse jogo do Flamengo, o Jô, quando fez gol, foi abraçá-lo. Perguntei se ele estava sentindo falta daquilo, ele me disse: “Não vejo a hora de voltar”. Então essa questão, para mantê-lo animado, também é essencial”, continuou Walmir.
“O Danilo ficou muito tempo parado, fez com que ele perdesse algumas variáveis importantes não para treinar, mas para jogar um jogo inteiro. Estamos só tentando que ele retome essa intensidade. E ele vai chegar ao físico que ele tinha”, comentou o fisiologista do clube, que preferiu não dar uma previsão sobre quando o camisa 20 poderá ser utilizado em partidas pelo técnico Fábio Carille.
“Projeção para tempo de jogo a gente não tem, mas que ele já está muito melhor do que quando voltou a treinar, isso é muito claro. O desequilíbrio muscular dele diminuiu bastante, a diferença de uma perna para outra, a capacidade de acelerar e desacelerar. Não falta muito, mas a gente não quer expor o atleta a um risco maior”, avaliou Fedato, que monitora os níveis de desempenho dos atletas por meio de um GPS que eles carregam tanto nos treinos quanto nos jogos.
Relacionado para a partida contra o Flamengo, há dez dias, Danilo não atua em um jogo oficial desde o dia 31 de julho, quando participou da vitória corintiana por 1 a 0 sobre o Internacional, no Beira-Rio. Desde então, sofreu a fratura na fíbula da perna direita e tenta recuperar sua capacidade física. No treino desta terça, por exemplo, quando todos os atletas foram liberados depois da atividade em campo, ele realizou uma movimentação específica para a aceleração.
Acompanhado pelo auxiliar de preparação física Fabrício Ramos, ele tinha que correr amarrado por uma corda ao corpo do profissional, fazendo força para arrastá-lo entre dois cones. Quando chegava próximo à segunda marca, Danilo se soltava da corda e simulava um arranque em velocidade, exatamente o ponto visto como seu principal problema na recuperação. Depois de seis repetições, visivelmente cansado, abriu um sorriso e caminhou lentamente para o vestiário, recebendo um afago de quem ainda estava no gramado.