Candidato a líder no elenco do São Paulo, Petros aprovou a contratação de Dorival Júnior como substituto de Rogério Ceni, demitido na última segunda-feira. Na avaliação do volante, o novo técnico tricolor tem todas as credenciais para fazer sucesso no clube do Morumbi.
“Nunca trabalhei com ele, mas o conheço. As referências são totalmente positivas, um cara multicampeão e de um trabalho muito sério. Com certeza vai nos dar muitas alegrias”, garantiu o camisa 6, em entrevista coletiva ontem no CCT da Barra Funda.
Por problemas familiares, Dorival não fará sua estreia no clássico contra o Santos, domingo, às 19 horas , na Vila Belmiro. No entanto, segundo Petros, o treinador já está passando informações de seu ex-clube ao auxiliar Pintado, que será o técnico interino do São Paulo na partida.
“É claro que ele conhece o Santos. Já entrou em contato com o Pintado e passou todas as informações. Está com a cabeça aqui e, com certeza, terá algum tipo de interferência”, afirmou.
O clássico, aliás, é visto no São Paulo como uma ótima oportunidade de findar o jejum de seis rodadas sem vitória e de iniciar a reação no Campeonato Brasileiro. Com 11 pontos em 11 jogos, o Tricolor ocupa o 17º lugar, dentro da zona de rebaixamento.
“É a partida ideal para poder mudar todo o cenário, um clássico contra um clube que joga em sua casa. Gosto de jogar esse tipo de partida. Se vencermos vamos espantar essa crise e arrancar numa sequência muito boa”, encerrou Petros, que estreou na derrota por 2 a 0 para o Flamengo, no domingo passado.
ROGÉRIO CENI
Rogério Ceni se pronunciou ontem pela primeira vez desde que foi demitido do cargo de técnico do São Paulo, na última segunda. Por meio de sua conta no Facebook, o ex-goleiro escreveu sobre sua experiência na nova carreira, que teve em seu primeiro desafio a pequena duração de seis meses.
No texto, o ídolo tricolor afirma que sabia dos riscos de assumir no ex-clube uma função até então nova para ele, mas que se sentia preparado para tal. No fim, Ceni ainda pede desculpas pelos maus resultados e agradece ao torcedor são-paulino pelo “carinho, respeito e apoio”.
Com 44 anos, Rogério Ceni deixou o São Paulo com um aproveitamento de 49,5% dos pontos disputados. O que mais pesou na demissão, porém, foi o desempenho fraco do time no Campeonato Brasileiro, do qual é o 17º colocado, dentro da zona de rebaixamento, com 11 pontos após 11 rodadas.