O São Paulo matou a saudade do sotaque castelhano. A apresentação do argentino Edgardo Bauza como novo técnico do clube veio acompanhada de um currículo muito vencedor, amplamente exaltado pelo presidente Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco, e pelo gerente de futebol Gustavo Vieira de Oliveira. Curiosamente, porém, o novo comandante pede para ser chamado de “Patón”.
“Esse Patón foi uma ideia de quanto tive que gravar uma canção. Eles juntaram pessoas que não tinham nada a ver com música para juntar fundos para uma instituição. O mundo futebolístico me colocou Patón como nome”, explicou. “A escolha partiu de uma análise prévia. Encontramos no Edgardo a pessoa ideal para trabalhar conosco nesse momento”, relatou Gustavo.
A coletiva teve início com atraso de cinquenta minutos, uma vez que o treinador ainda assinava seu novo contrato – com validade até o fim de 2016 – momentos antes de entrar na sala de imprensa. Bicampeão da tão almejada Libertadores, Bauza terá a missão de reconduzir o Tricolor ao seu caminho de glórias no principal torneio continental. “[A chegada de Patón ao São Paulo] nos transmite uma sensação de poder enfrentar todos os embates que nos esperam com maior qualificação”, declarou Leco.
O treinador terá que vencer a recente desconfiança em relação ao trabalho de profissionais estrangeiros no futebol brasileiro. Para tanto, a ideia é pedir conselhos a Juan Carlos Osorio, ex-técnico são-paulino com grande prestígio entre os torcedores, e até ao compatriota Ricardo Gareca, que decepcionou no Palmeiras em 2014 e quase levou o rival ao rebaixamento.
“Não me preocupa mais do que poderia ser. Conheço muitos técnicos que vieram para cá, sou amigo do Gareca. Obviamente, o que trataremos é de recolher informações. Vou me alimentar de tudo, absolutamente com todos que participam do São Paulo em todas as áreas. Vou falar com Osorio e com Gareca, pois sou amigo dele. Tudo isso para que o caminho que vamos começar em janeiro siga da melhor forma”, afirmou.
Bauza tornou-se o quarto técnico argentino a assumir o São Paulo na história. Além de defender o legado dos conterrâneos à frente do time, o comandante também terá como motivação a possibilidade de ultrapassar um recorde de Telê Santana na Libertadores. Caso conduza o Tricolor ao título da competição, Bauza chegará ao seu terceiro troféu e superará a marca de duas conquistas do ídolo são-paulino.
LUGANO - A contratação de Lugano não está descartada. Muito lembrada em campanha da torcida tricolor na internet e no Morumbi, a possibilidade do retorno do uruguaio ao clube passará por uma conversa “cara a cara” com o novo treinador. “O Lugano não é jogador do São Paulo, está jogando em outro time. Sei o que representa para a torcida do São Paulo e a importância que pode ter. Mas, na minha relação com os jogadores, eu preciso conversar cara a cara para ver se tem gana de voltar ao São Paulo. Sei tudo o que representa e sei tudo o que é como jogador”, explicou o comandante.