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Surfe terá menos vagas olímpicas via WSL nos Jogos de Los Angeles

(via Agência Brasil)

| Edição de 20 de fevereiro de 2026 | Atualizado em 20 de fevereiro de 2026

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A Associação Internacional de Surfe (ISA) revelou, nesta sexta-feira (20), como será a distribuição das vagas para o surfe na Olimpíada de Los Angeles, em 2028. A principal novidade é a diminuição da influência da Liga Mundial de Surfe (WSL) no processo de classificação.

Redução de Vagas pela WSL

Nos Jogos de Tóquio e Paris, o circuito de elite do surfe garantiu a classificação de oito mulheres e dez homens. Para Los Angeles, apenas dez vagas serão destinadas ao ranking da WSL, divididas igualmente entre homens e mulheres, com um limite de um atleta por país. A lista final será fechada em junho de 2028, um mês antes do início dos Jogos.

No ano passado, o top-5 do circuito masculino contou com dois brasileiros: Yago Dora, campeão, e Ítalo Ferreira, quarto colocado. No modelo anterior, ambos estariam classificados, pois as vagas eram destinadas aos dez primeiros, com um limite de dois atletas por país. Agora, apenas Yago Dora estaria garantido na Olimpíada via WSL.

Aumento de Vagas pela ISA

Paralelamente, a ISA ampliou o número de vagas para seus próprios eventos. Nos Jogos Mundiais de Surfe de 2028, serão oferecidas dez vagas por gênero, também limitadas a uma por nação. Além disso, os países com melhor desempenho nas edições de 2026 e 2027 ganharão uma vaga extra.

Nos Jogos de Paris, os Mundiais de Surfe do ano olímpico ofereceram apenas sete vagas por gênero, com seis individuais e uma para o país com melhor desempenho. O Brasil se beneficiou dessa vaga extra em ambas as categorias, sendo a nação com mais representantes, totalizando seis atletas.

Outras Oportunidades de Classificação

Além da WSL e dos Jogos Mundiais, os surfistas podem se classificar para Los Angeles através de torneios continentais, como os Jogos Pan-Americanos de 2027, em Lima, Peru. O campeão deste evento também garantirá uma vaga na Olimpíada.

O Brasil já subiu ao pódio olímpico três vezes, mais do que qualquer outro país. Em 2021, em Tóquio, Ítalo Ferreira conquistou o primeiro ouro do surfe. Três anos depois, nos Jogos de Paris, Gabriel Medina levou o bronze no masculino, enquanto Tatiana Weston-Webb conquistou a prata no feminino.



Com informações da Agência Brasil