Inaugurado em junho do ano passado, Pronto Atendimento Infantil de Apucarana (PAI) chegou a marca de 50 mil atendimentos em 10 meses. O balanço foi divulgado ontem em visita do prefeito Rodolfo Mota à unidade, ao lado do secretário municipal da Saúde, médico Guilherme de Paula.
Segundo o prefeito, o PAI representa uma mudança histórica no atendimento pediátrico do município. “Por mais de 20 anos a população aguardou uma estrutura exclusiva para acolher crianças e adolescentes com mais dignidade, agilidade e atenção humanizada. Infelizmente, uma geração inteira não teve acesso a esse padrão de atendimento, que hoje é realidade no nosso pronto atendimento infantil”, afirmou Rodolfo Mota.
Ele salientou que a criação do PAI reorganizou o fluxo pediátrico e desafogou a Unidade de Pronto Atendimento (UPA), melhorando também o atendimento aos pacientes adultos. “Parte dessa demanda estava concentrada na UPA e outra sequer chegava ao sistema público, pois muitas famílias recorriam à automedicação ou, com esforço financeiro, a consultas particulares. Com o PAI, passamos a oferecer um atendimento estruturado, de qualidade, gratuito e acessível às famílias apucaranenses”, destacou o prefeito.
Rodolfo Mota lembrou ainda que, antes da implantação do PAI, muitas famílias enfrentavam madrugadas em filas para conseguir consulta pediátrica. “Com a nova organização, a Clínica Sonho de Criança passou a atender consultas agendadas e encaminhamentos das UBS, enquanto o PAI absorve os casos de urgência diariamente, das 7 às 22 horas”, relatou, agradecendo o trabalho das equipes envolvidas, desde profissionais da limpeza e recepção até enfermagem, médicos pediatras e residentes.
O secretário municipal da Saúde, Guilherme de Paula, afirmou que a unidade seguirá recebendo investimentos. “Entre as melhorias em estudo estão a aquisição de novo aparelho de raio-x e a ampliação das equipes. Queremos que o PAI cresça continuamente e se consolide cada vez mais como referência para Apucarana”, afirmou Guilherme de Paula.
Atualmente, o atendimento é realizado por equipes em regime de escala, formadas por cinco médicos entre pediatras e clínicos gerais com experiência em atendimento infantojuvenil, além de profissional de enfermagem, três técnicos de enfermagem, recepcionista e equipe de limpeza.