POLÍTICA

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Recompra da Copel será bandeira do PT e aliados nas eleições, diz Arilson

Lis Kato

| Edição de 22 de abril de 2026 | Atualizado em 22 de abril de 2026
Deputado Arilson Chiorato nos estúdios do TNOnline
Deputado Arilson Chiorato nos estúdios do TNOnline

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O deputado estadual Arilson Chiorato (PT), líder da oposição na Assembleia Legislativa do Paraná (Alep), confirmou que o Partido dos Trabalhadores deve apoiar a candidatura de Requião Filho (PDT) ao Governo do Paraná nas eleições de 2026. Segundo o presidente do diretório estadual, o PT vai integrar uma frente ampla de legendas que vai defender revisão de privatizações e a recompra da Copel. 

A declaração foi dada durante entrevista ao Grupo Tribuna, em que Arilson também reforçou sua pré-candidatura a deputado federal e detalhou o cenário político da esquerda paranaense para a próxima disputa eleitoral.

Segundo o parlamentar, a construção não envolve apenas o PT, mas uma frente ampla com partidos como PCdoB, PV, PDT, PSB, Solidariedade, Rede e PSOL. Para ele, Requião Filho aparece hoje como o principal nome para liderar esse projeto no estado. “O PT muito provavelmente vai apoiar o Requião Filho, que é deputado estadual comigo hoje e está no PDT. A ideia é construir uma grande aliança progressista para enfrentar a direita e a extrema direita no Paraná”, afirmou.

Arilson destacou que a prioridade neste momento é discutir o programa de governo antes da definição de nomes para vice e demais composições da chapa. Entre os principais pontos defendidos pela aliança, ele citou o fortalecimento da educação pública, revisão de privatizações e a recompra da Copel. “Nós vamos recomprar a Copel. Ela foi vendida para o mercado financeiro e o Estado se tornou sócio minoritário. Nós vamos recomprar essas ações e trazer a Copel de volta para o povo paranaense”, declarou.

Segundo ele, a proposta é considerada um dos pontos de união entre os partidos que compõem a aliança. “Primeiro a gente discute o programa de governo, depois a gente discute o nome. A ideia é fazer uma frente ainda mais ampla e trazer mais gente”, afirmou.

Ele também ressaltou que acredita na união da esquerda como fator decisivo para a eleição estadual. “O Paraná precisa de compromisso e seriedade, não de espetáculo”, disse.

Sobre sua pré-candidatura à Câmara dos Deputados, Arilson afirmou que a decisão está diretamente ligada à movimentação da ministra Gleisi Hoffmann, que deve disputar o Senado, e ao apoio de sua base política em mais de 90 municípios. “Eu entendi que lá em Brasília a gente consegue fazer mais pela nossa região, pela nossa cidade e pelo Paraná. E também aumenta a base de apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Congresso”, afirmou.

O deputado citou que atuação na Câmara Federal abre espaço para defesa de pontos que como o fortalecimento dos municípios, a defesa do SUS, justiça tributária e a implantação da tarifa zero no transporte coletivo.