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Exportações na região crescem 18% no 1º trimestre e somam US$ 43,7 milhões

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| Edição de 20 de abril de 2026 | Atualizado em 20 de abril de 2026
José Lopes Aquino da Colibri Móveis, empresa de Arapongas.

Foto Gilson Abreu/AEN
José Lopes Aquino da Colibri Móveis, empresa de Arapongas. Foto Gilson Abreu/AEN

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Nove municípios da região atingiram juntos o valor de US$ 43,7 milhões com exportações no primeiro trimestre deste ano. A soma total do valor FOB (Free On Board) corresponde a uma alta de 18% em comparação com o mesmo período do ano passado, quando as exportações regionais somaram US$ 37,1 milhões. Os dados são da Comex Stat, plataforma de análise de dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

Os três produtos com maior valor obtido com o comércio exterior foram os móveis, ração animal e grãos, que juntos somam US$ 27 milhões e representam 60% do valor total obtido com comércio internacional. A lista de produtos regionais vendidos lá fora também inclui açúcares, adubos, algodão, alumínio, bebidas, calçados, carnes, chapéus, tintas, leite, ovos, livros, máquinas, artigos de couro, plantas, peles, produtos diversos das indústrias químicas, produtos farmacêuticos, vestuário, entre outros. 

No topo da cadeia regional de exportação estão os móveis fabricados por Arapongas, capital moveleira nacional. Dos US$ 20,6 milhões exportados pelo município no primeiro trimestre, 73% são móveis. Entre os parceiros que mais fazem negócios com Arapongas estão Uruguai, Colômbia, Peru, Argentina, Chile, África do Sul, Espanha, Paraguai, Equador, Guatemala, entre outros. 

O maior município da região, Apucarana soma US$ 6,4 milhões com a exportação de produtos da indústria química e adubos, tecidos para países como Paraguai, Holanda, Itália, Uruguai, Argentina, Bolívia, Hong Kong, Turquia, Colômbia e Nigéria. 

Segundo a análise do economista Paulo Cruz, professor da Universidade Estadual do Paraná (Unespar) de Apucarana, o crescimento das exportações regionais é um reflexo direto da resiliência e eficiência do setor produtivo local. Mesmo enfrentando um cenário externo desafiador, as empresas conseguiram manter a atratividade de seus produtos por meio da otimização de processos e da redução de custos operacionais. “Isso mostra a forte competitividade das empresas nacionais exportadoras e da produção brasileira, que segue crescendo”, destacou.