As novas regras para financiamento de imóveis por meio do programa Minha Casa, Minha Vida começaram a valer ontem em todo o país. As mudanças ampliam o alcance do programa para imóveis de até R$ 600 mil e para famílias com renda mensal de até R$ 13 mil. Na opinião de especialistas consultados pela Tribuna, as mudanças terão impacto positivo na economia de Apucarana, estimulando a construção civil e a geração de empregos.
Na visão do imobiliarista João Ceriani, a principal mudança ocorre na faixa 4, com limite de crédito de até R$ 600 mil, que, além de imóveis novos, também permite a compra de casas ou apartamentos usados. “Podendo ser imóvel usado, o impacto é importante. O cliente poderá comprar um imóvel que depende de melhorias, mas vai subir o degrau de bairros que podem entrar no radar. Por isso, considero que essas mudanças são muito positivas”, salienta.
Outro fator apontado pelo empresário é a dinâmica dessas transações envolvendo a faixa 4, que segundo ele, repercutem automaticamente nas outras faixas de maneira indireta. “O dinheiro circula e fomenta a economia”, analisa. Contudo, na opinião do imobiliarista, as faixas mais altas exigem uma entrada maior por parte do comprador, o que pode ser um empecilho para algumas famílias. “A falta do dinheiro da diferença continua existindo”, comenta.
O economista Leonardo Silva, professor da Unespar, destaca que essas mudanças vão impactar a economia de Apucarana, estimulando a construção civil e a geração de empregos. “Mas não somente na construção civil. Os efeitos multiplicadores acabam proporcionando crescimento para outras áreas da economia da cidade. O efeito será maior se houver oferta de imóveis compatíveis com as novas faixas. Nos últimos anos, vimos muitos empreendimentos na cidade, principalmente os relacionados à faixa 2. Agora, com as mudanças e avanços nas demais faixas, podem vir a surgir mais empreendimentos com foco nas faixas 3 e 4 na cidade”, destaca.