Três dias após enfrentar vaias dos torcedores do Real Madrid em um jogo pelo Campeonato Espanhol, o atacante brasileiro Vinicius Júnior retornou ao Estádio Santiago Bernabéu e foi protagonista na goleada de 6 a 1 sobre o Mônaco, na penúltima rodada da fase de grupos da Liga dos Campeões, realizada nesta terça-feira (20).
Em uma tarde inspirada, o camisa 7 mostrou habilidade com dribles desconcertantes, liderou contra-ataques, marcou um belo gol e deu assistências para o segundo gol de Mbappé – que abriu o placar aos quatro minutos do primeiro tempo – e para o gol de Mastantuono no segundo tempo. Após essa atuação brilhante, Vini Jr foi eleito o melhor jogador da partida. Os outros gols do Real foram marcados por Bellingham e Kehner (contra). O volante Teze descontou para o Mônaco.
Apoio e superação
Apesar das críticas aos resultados recentes do Real, Vini recebeu apoio incondicional do técnico Arbeloa e do camisa 10 Mbappé. O treinador afirmou em coletiva de imprensa antes do jogo contra o Mônaco: “Se eu quiser ter chances de vencer, preciso de Vinicius”. Mbappé também defendeu o brasileiro, discordando das vaias da torcida: “Não se deve criticar apenas um jogador. Não é culpa do Vini que estejamos jogando do jeito que estamos agora”.
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Após a partida, Vini Jr. compartilhou como se sentiu ao ouvir as vaias dos torcedores do Real no último sábado (17), durante o jogo contra o Levante pela LaLiga. “Essa atuação significa muito, por tudo o que vinha passando nos últimos dias. A troca de treinador, perder a final da Supercopa da Espanha, cair da Copa do Rei. Jogar no maior clube do mundo as exigências são muito grandes. Às vezes ficamos sem entender as vaias, mas sabemos do tamanho do time, os jogadores que temos aqui. Eles me deram muita força nos últimos jogos. Também sou humano. Fico chateado pelo que as pessoas falam, mas a cada dois, três dias, temos a oportunidade de nos provar”, disse o camisa 7 em entrevista à TNT Sports.
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Recorde histórico
O atacante de 23 anos, nascido em São Gonçalo, na região metropolitana do Rio de Janeiro, tornou-se o maior assistente da história do Real Madrid na Liga dos Campeões, com 30 passes, superando os 27 registrados por Benzema e Cristiano Ronaldo.
“A única coisa que posso fazer é dentro de campo, entrar e dar o meu máximo. Nem sempre vou estar na minha melhor fase tecnicamente. Mas sempre vou me doar pela equipe. A imprensa fala o que quer, a torcida entende que tem que me criticar. O último ano não foi fácil pra mim, não estava conseguindo jogar como eu quero. Mas quero seguir aqui no Real Madrid por muito tempo”, concluiu o camisa 7.
Com informações da Agência Brasil