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2025 já é o ano com maior número de feminicídios na capital paulista

(via Agência Brasil)

| Edição de 02 de dezembro de 2025 | Atualizado em 02 de dezembro de 2025

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Os dados divulgados pela Secretaria Estadual de Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP) indicam que, entre janeiro e outubro de 2025, foram registrados 53 casos de feminicídio na capital paulista. Este número já ultrapassa qualquer outro ano desde 2018, mesmo sem incluir os meses de novembro e dezembro.

No estado de São Paulo, o total de feminicídios registrados no mesmo período foi de 207, um aumento de 8% em relação ao ano anterior, que contabilizou 191 casos.

O feminicídio foi tipificado como crime em março de 2015, permitindo que esses casos fossem contabilizados separadamente de outros tipos de homicídio. A legislação define feminicídio como o assassinato de uma mulher em contexto de violência doméstica e familiar, ou em situações de menosprezo ou discriminação à condição feminina. As penas para este crime variam de 12 a 30 anos de prisão.

Segundo a SSP-SP, a capital paulista já superou o número de casos de feminicídio de todos os anos anteriores, mesmo sem contabilizar os meses finais de 2025.

Ano 2018 2019 2020 2021 2022 2023 2024 2025 (até outubro)
Casos 29 44 40 33 41 38 51 53

Iniciativas de Combate

A SSP-SP destaca que o combate à violência contra a mulher é uma prioridade do governo estadual. Entre as iniciativas, está a Cabine Lilás, que já realizou cerca de 14 mil atendimentos a mulheres vítimas de violência em todo o estado de São Paulo.

O projeto, que começou na capital, foi expandido para a Grande São Paulo e para o interior, com unidades em Campinas, São José dos Campos, Bauru, São José do Rio Preto, Sorocaba, Presidente Prudente e Piracicaba.

“Criada de forma inédita no âmbito do Centro de Operações da Polícia Militar (Copom), a Cabine Lilás oferece atendimento humanizado por policiais femininas treinadas para acolher e orientar vítimas de violência doméstica. As agentes fornecem informações sobre medidas protetivas, canais de denúncia e serviços de apoio, além de despachar viaturas quando necessário”, explicou a SSP-SP.

Além disso, o estado conta com 142 Delegacias de Defesa da Mulher (DDMs) territoriais e as salas DDM 24h, que foram ampliadas em 174,1%, com 170 espaços em plantões policiais, para que as vítimas sejam atendidas por videoconferência por uma delegada mulher.



Com informações da Agência Brasil