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Adolescente agredido em briga no DF morre após 16 dias internado

(via Agência Brasil)

| Edição de 07 de fevereiro de 2026 | Atualizado em 07 de fevereiro de 2026

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O adolescente Rodrigo, de 16 anos, que foi agredido pelo piloto de automobilismo Pedro Turra, de 19 anos, faleceu neste sábado (7) após 16 dias de internação em um hospital do Distrito Federal (DF). O agressor encontra-se detido na Papuda.

O caso ganhou notoriedade nacional. Inicialmente, acreditava-se que a briga teria sido motivada pelo lançamento de um chiclete contra Rodrigo, mas o advogado do adolescente, Albert Halex, tem sustentado em entrevistas que a briga foi motivada por ciúmes envolvendo uma ex-namorada de um amigo do agressor.

O Grupo de Escoteiro Águas Claras, do DF, comunicou o falecimento do adolescente e lamentou a perda do jovem vítima de agressão no DF.

“É com muita tristeza em nossos corações que comunicamos o falecimento do jovem Rodrigo, antigo membro do Grupo Escoteiro Águas Claras”, declarou o grupo de escoteiros.

Pedro Turra foi inicialmente preso em flagrante após a briga, mas foi liberado após pagar uma fiança de R$ 24 mil, passando a responder ao inquérito por lesão corporal em liberdade. Contudo, ele foi novamente preso no último dia 30 de janeiro.

A nova prisão foi autorizada após a polícia apresentar provas de que Turra está envolvido em outros casos de agressão. Em um desses casos, ele teria utilizado um taser (arma de choque) contra uma adolescente de 17 anos para forçá-la a ingerir bebida alcoólica durante uma festa.

Nessa quinta-feira (5), o presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), ministro Herman Benjamin, negou o habeas corpus protocolado pela defesa de Pedro Turra. Com isso, ele deve permanecer preso preventivamente no presídio da Papuda, em Brasília.

A morte do adolescente foi confirmada pela vice-governadora do DF, Celina Leão, que lamentou a perda precoce do jovem.

“A partida precoce de um jovem fere não apenas quem o amava, mas toda a sociedade”, comentou em uma rede social.

No pedido de habeas corpus, a defesa de Turra contestou a decretação da prisão pela primeira instância, argumentando que o piloto tem residência fixa, não tentou fugir e colaborou com as investigações.

Segundo os advogados, Turra foi preso com base em vídeos publicados na internet, sem contraditório e validação judicial. Além disso, a defesa afirmou que o acusado teme por sua segurança diante da exposição midiática do caso.



Com informações da Agência Brasil